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São Marcos: ou João Marcos hebreu de origem, da tribo de Levi, foi um dos primeiros discípulos de São Pedro, que na festa de Pentecostes receberam o santo Batismo das mãos do Apóstolo, razão talvez, de Pedro em sua primeira epístola o chamar “seu filho” (1Pe 5, 13). Os atos dos Apóstolos (12, 12) mencionam a mãe de Marcos, Maria, proprietária de uma casa em Jerusalém, onde os cristãos realizavam suas reuniões, alguns críticos têm sugerido que a casa, de que se fala em At 12.12, era aquela mesma casa onde (na vida do pai de Marcos) se celebrou a última Ceia (Mc 14.14) - que o Jardim de Getsêmani lhe pertencia - e que o próprio Marcos era o homem do cântaro a que se refere Mc 14.13. Interpretações tradicionais de seu Evangelho o vêem no jovem que fugiu nu quando da prisão de Jesus no Monte das Oliveiras. Autores há, que em Marcos reconhecem o parente de Barnabé, e quem, bem moço ainda, com este a São Paulo se associou na primeira viagem apostólica e, terminada esta, para Jerusalém voltou. Na segunda viagem paulina não o vemos ao lado do apóstolo (At. 15, 3). Mais tarde, porém, foi companheiro de São Paulo na primeira prisão do mesmo em Roma (Fm 4); pelo mesmo apóstolo foi mandado aos Colossenses (Cl 4, 10). Prisioneiro pela segunda vez, Paulo escrevia a Timóteo pedindo-lhe que levasse consigo, de Éfeso para Roma, o seu discípulo e colaborador, já que este lhe era muito útil em seu ministério (2Tm 4,11). Seu apostolado é intimamente ligado também ao de São Paulo, em Roma, onde desenvolveu um zelo e atividade apostólicos tais, que seu Chefe desejou tê-lo sempre em sua companhia. Em Roma teve Marcos o prazer de ver os belos frutos, que a pregação do príncipe dos Apóstolos produzira, crescendo dia por dia o número dos que pediam o santo Batismo. Durante sua ausência, São Pedro confiou a Marcos a vigilância sobre a jovem Igreja. Atendendo ao insistente pedido dos primeiros cristãos de Roma, de deixar-lhes um documento escrito, que contivesse tudo que da sua e da boca de Pedro ouviram da vida, da doutrina, dos milagres e da morte de Jesus Cristo. Marcos escreveu o Evangelho que lhe traz o nome, dos quatro Evangelhos o mais curto e por assim dizer, o mais incompleto; não contém a história da Infância de Cristo, nem o sermão da montanha. São Pedro leu-o, aprovou-o e recomendou aos cristãos que dele fizessem a leitura. Depois de ter passado alguns anos em Roma, Marcos pregou o Evangelho na ilha, de Chipre, no Egito e nos países vizinhos. As conversões produzidas por esta pregação contavam-se aos milhares. Milhares de ídolos ruíram por terra, e nos lugares dos templos se ergueram igrejas cristãs. O Egito, antes um país entregue à mais crassa idolatria, tornou-se teatro da mais alta perfeição cristã e refúgio de muitos eremitas. Marcos trabalhou 19 anos em Alexandria, onde a Igreja chegou a um estado de extraordinário esplendor. Não satisfeitos com a observância de tudo aquilo que o Evangelho apresentava como indispensável, inúmeros eram aqueles que viviam em perfeita castidade. O número dos cristãos cresceu de tal maneira, que para todos terem ocasião de assistir ao santo sacrifício da Missa e à pregação, foi necessário destacar um número de casas bem grande onde se pudessem reunir. Tão grande prosperidade da causa do Senhor não podia deixar de inquietar e irritar os sacerdotes pagãos contra o grande Apóstolo. Marcos, sabendo que os inimigos seus e de Cristo estavam conspirando contra sua vida, e prevendo uma generalização da perseguição, na qual muitos cristãos poderiam não ter a força de perseverar na fé, deu à Igreja de Alexandria um novo bispo, na pessoa de Aniano, e ausentou-se da cidade. Dois anos durou essa ausência. Ao voltar, havia uma grande festa, que os pagãos celebravam em honra do deus Serapis. A maior homenagem que podiam render à divindade, havia de ser — assim opinavam os idólatras — a oferta da vida do Galileu: por este nome era conhecido o grande evangelista . Imediatamente se puseram a caminho em busca de Marcos. A eles se uniu a multidão. Descobrir-lhe o paradeiro e penetrar na casa que o hospedava, foi obra de minutos. Marcos estava celebrando os santos mistérios, quando a horda sequiosa do seu sangue, entrou. Prenderam-no e, com grande brutalidade, conduziram-no pelas ruas da cidade. O trajeto todo ficou marcado pelo sangue do Mártir. Marcos nenhuma resistência fez; ao contrário, deu louvor a Deus por ter sido achado digno de sofrer pelo nome de Cristo. Na noite seguinte apareceu-lhe um anjo e disse-lhe: “Marcos, Servo de Deus, teu nome está escrito no livro da vida, e tua memória jamais se apagará. Os Arcanjos receberão em paz teu espírito”. Além desta teve a aparição de Deus Nosso Senhor, da maneira por que muitas vezes o tinha visto durante a vida mortal e disse-lhe: “Marcos, a paz seja contigo”. Estas, como as palavras do Anjo, encheram a alma do Mártir de grande consolo e ânimo. O dia seguinte, 25 de abril, foi o dia do martírio. Os pagãos maltrataram-no de um modo tal que morreu no meio das crueldades. As últimas palavras que proferiu foram: “Em vossas mãos entrego o meu espírito”. Os pagãos quiseram incinerar-lhe o corpo. Uma fortíssima tempestade, que sobreveio, frustrou-lhes os planos e forneceu aos cristãos ocasião de tirar o corpo e dar lhe honesta sepultura, numa rocha em Bucoles. Em 815 foram as relíquias de São Marcos transportadas para Veneza, onde ainda se acham. O leão é o símbolo deste evangelista, que inicia seu Evangelho com estas palavras: “Voz daquele que clama no deserto: Preparai os caminhos do Senhor”. Fonte: Santo do Dia |
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Dom Bosco: São João Bosco revolucionou o modo de ser padre de seu tempo. Nasceu em 1815, em Turim, Itália, de uma família de agricultores. Aos dois anos de idade, perdeu o pai. Sua mãe, Margarida Occhiena, mulher de grande virtude, educou-o na religião e no trabalho. Aos nove anos, teve um sonho no qual anteviu sua futura missão de educador da juventude pobre e abandonada. Criança ainda, já se ocupava de dar aulas de catecismo para os coleguinhas e, para atraí-los mais facilmente, aprendeu a fazer mágicas e dar espetáculos de circo. Lutando contra todas as dificuldades inerentes à vida de pobre, ordenou-se sacerdote em 1841.
Dom Bosco,
para atender aos jovens que aumentavam sempre em número, foi cercando-se de
colaboradores, saídos do meio dos próprios jovens. Com eles, organizou uma
Sociedade Religiosa, aprovada em Roma em 1873. Outras obras foram sendo fundadas
na Itália e no exterior com o envio de missionários. Ao falecer, em 31 de
janeiro de 1888, sua Congregação já se espalhara por diversos países da Europa e
da América. Em 1883, os
Salesianos
chegaram ao Brasil, fundando a primeira obra em Niterói.
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Santa
Teresinha:
Marie-Françoise-Thérèse Martin, nascida em 2 de janeiro de 1873, conhecida
simplesmente como Santa Terezinha, nasceu na cidade de Alençon, na França. A
filha do ourives Louis Martin e da artesã Zélie Guéri, tinha uma
personalidade que, desde cedo, revelava-se marcada pelo senso de amor, pelo
semblante de serenidade e pelo contentamento de sua alma com a grandeza de Deus.
Em 1877, quando Teresa tinha apenas 04 anos, sua mãe
faleceu. A família da menina resolveu se mudar para a cidade de Lisieux.
Ainda menina, Teresa transbordava humildade e submissão
à vontade de Deus. Tinha a obstinação de aprofundar sua ascese através da
vida religiosa. Aos 13 anos foi à Itália e pediu ao Papa Leão XIII permissão
para ingressar na clausura do Carmeio.
Próximo de completar 15 anos, no final de 1887,
Teresa entrou para o convento das carmelitas, situado na cidade de Lisieux. O
Carmeio ficou marcado pelo espírito afável com que a menina tratava a todos.
Sempre com mansidão, sua presença santificava o convívio entre os membros de
sua comunidade. Seu sentimento terno e sua alegria eram demonstrações de seu
contentamento com a clausura, altar que lhe possibilitava intercessões e súplicas
em prol de um mundo mais digno e mais fraterno. Sua obediência era a prova de que se fazia a menor entre as menores. Seus escritos autobiográficos estão resumidos na obra “Histórias de uma alma”. Ficou conhecida pelo seu amor ao Menino Jesus, seguramente pelo que escreveu nos seguintes termos: “Eu havia me oferecido a Jesus Menino como um brinquedo, e lhe havia dito que se servisse de mim como uma coisa de luxo, que as crianças se contentam em guardar, mas como uma pequena bola sem valor, que ele pudesse jogar na terra, empurrar com os pés, deixar em um canto, ou também apertar contra o coração, quando isso lhe agradasse. Numa palavra queria divertir o Menino Jesus e abandonar-me aos seus caprichos infantis.”
Após contrair tuberculose, Terezinha veio a falecer
em 1897, aos 24 anos de idade. Após ser beatificada, em 1923, recebeu a
canonização, em 1925, sendo considerada, pela sua armadura espiritual, a
“Padroeira das Missões”. Algumas frases desta pequenina alma, Doutora da Igreja:
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Santo
Agostinho:
Aurélio
Agostinho nasceu em Tagasta, cidade da Numídia, de uma família burguesa, a 13
de novembro do ano 354. Seu pai, Patrício, era pagão, recebido o batismo pouco
antes de morrer; sua mãe, Mônica, pelo contrário, era uma cristã fervorosa,
e exercia sobre o filho uma notável influência religiosa. Indo para Cartago, a
fim de aperfeiçoar seus estudos, começados na pátria, desviou-se moralmente.
Caiu em uma profunda sensualidade, que, segundo ele, é uma das maiores conseqüências
do pecado original; dominou-o longamente, moral e intelectualmente, fazendo com
que aderisse ao maniqueísmo, que atribuía realidade substancial tanto ao bem
como ao mal, julgando achar neste dualismo maniqueu a solução do problema do
mal e, por conseqüência, uma justificação da sua vida. Tendo terminado os
estudos, abriu uma escola em Cartago, donde partiu para Roma e, em seguida, para
Milão. Afastou-se definitivamente do ensino em 386, aos trinta e dois anos, por
razões de saúde e, mais ainda, por razões de ordem espiritual.
Entrementes
- depois de maduro exame crítico - abandonara o maniqueísmo, abraçando a
filosofia neoplatônica que lhe ensinou a espiritualidade de Deus e a
negatividade do mal.
Destarte
chegara a uma concepção cristã da vida - no começo do ano 386. Entretanto a
conversão moral demorou ainda, por razões de luxúria. Finalmente, como por
uma fulguração do céu, sobreveio a conversão moral e absoluta, no mês de
setembro do ano 386. Agostinho renuncia inteiramente ao mundo, à carreira, ao
matrimônio; retira-se, durante alguns meses, para a solidão e o recolhimento,
em companhia da mãe, do filho e dalguns discípulos, perto de Milão. Aí
escreveu seus diálogos filosóficos, e, na Páscoa do ano 387, juntamente com o
filho Adeodato e o amigo Alipio, recebeu o batismo em Milão das mãos de Santo
Ambrósio, cuja doutrina e eloqüência muito contribuíram para a sua conversão.
Tinha trinta e três anos de idade.
Depois
da conversão, Agostinho abandona Milão, e, falecida a mãe em Óstia, volta
para Tagasta.
Aí
vendeu todos os haveres e, distribuído o dinheiro entre os pobres, funda um
mosteiro numa das suas propriedades alienadas. Ordenado padre em 391, e
consagrado bispo em 395, governou a igreja de Hipona até à morte, que se deu
durante o assédio da cidade pelos vândalos, a 28 de agosto do ano 430. Tinha
setenta e cinco anos de idade.
Após
a sua conversão, Agostinho dedicou-se inteiramente ao estudo da Sagrada
Escritura, da teologia revelada, e à redação de suas obras, entre as quais têm
lugar de destaque as filosóficas.
As
obras de Agostinho que apresentam interesse filosófico são, sobretudo, os diálogos
filosóficos: Contra os acadêmicos, Da
vida beata, Os solilóquios, Sobre a imortalidade da alma, Sobre a quantidade da
alma, Sobre o mestre, Sobre a música. Interessam também à filosofia os
escritos contra os maniqueus: Sobre os
costumes, Do livre arbítrio, Sobre as duas almas, Da natureza do bem.
Dada,
porém, a mentalidade agostiniana, em que a filosofia e a teologia andam juntas,
compreende-se que interessam à filosofia também as obras teológicas e
religiosas, especialmente: Da Verdadeira
Religião, As Confissões, A Cidade de Deus, Da Trindade, Da Mentira. |
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Padre
Pio:
“Nunca
saiu da Itália, mas foi um dos grandes missionários do mundo com a oração, o
sofrimento, o amor a Deus e a Igreja.
<<Acompanhar-vos-ei por toda a parte com orações e gemidos, na esperança
que não desdenhareis de acolher-me como um dos vossos últimos missionários>>,
escrevia o Pe. Pio ao Bispo cappuccino Giuseppe Angelo Poli, exprimindo o seu
grande desejo de ser missionário <<ao menos em espírito>>, visto
que não pode sê-lo concretamente. Mesmo nunca tendo deixado a Itália, Pe. Pio pode ser contado entre os grandes missionários da História da Igreja: com a oração incessante e contínua, com a oferta dos próprios sofrimentos para a conversão dos homens, com o profundo e ininterrupto amor a Deus e a Igreja. É quase impossível enumerar as obras surgidas em honra ao Pe. Pio em todos os continentes: milhões de fiéis no mundo puderam gozar dos benefícios espirituais graças a sua intercessão”. (Agenzia Fides)
Bibliografia:
(Beatificação do Pe. Pio - L’osservatore romano – 02/05/1999)
«Quanto
a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na Cruz de Nosso Senhor Jesus
Cristo» (Gál 6, 14). Tal como o apóstolo Paulo, o Padre Pio de Pietrelcina colocou, no vértice da sua vida e do seu apostolado, a Cruz do seu Senhor como sua força, sabedoria e glória. Abrasado de amor por Jesus Cristo, com Ele se configurou imolando-se pela salvação do mundo. Foi tão generoso e perfeito no seguimento e imitação de Cristo Crucificado, que poderia ter dito: «Estou crucificado com Cristo; já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gál 2, 19). E os tesouros de graça que Deus lhe concedera com singular abundância, dispensou-os ele incessantemente com o seu ministério, servindo os homens e mulheres que a ele acorriam em número sempre maior e gerando uma multidão de filhos e filhas espirituais.
Este
digníssimo seguidor de s. Francisco de Assis nasceu no dia 25 de Maio de 1887
em Pietrelcina, na arquidiocese de Benevento, filho de Grazio Forgione e de
Maria Giuseppa de Nunzio. Foi batizado no dia seguinte, recebendo o nome de
Francisco. Recebeu o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão, quando tinha
12 anos.
Aos
16 anos, no dia 6 de Janeiro de 1903, entrou no noviciado da Ordem dos Frades
Menores Capuchinhos, em Morcone, tendo aí vestido o hábito franciscano no dia
22 do mesmo mês, e ficou a chamar-se Frei Pio. Terminado o ano de noviciado,
fez a profissão dos votos simples e, no dia 27 de Janeiro de 1907, a dos votos
solenes.
Depois
da Ordenação Sacerdotal, recebida no dia 10 de Agosto de 1910 em Benevento,
precisou de ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde. Em Setembro
desse ano de 1916, foi mandado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde
permaneceu até à morte.
Abrasado
pelo amor de Deus e do próximo, o Padre Pio viveu em plenitude a vocação de
contribuir para a redenção do homem, segundo a missão especial que
caracterizou toda a sua vida e que ele cumpriu através da direção espiritual
dos fiéis, da reconciliação sacramental dos penitentes e da celebração da
Eucaristia. O momento mais alto da sua atividade apostólica era aquele em que
celebrava a Santa Missa. Os fiéis que nela participavam, pressentiam o ponto
mais alto e a plenitude da sua espiritualidade.
No
campo da caridade social, esforçou-se por aliviar os sofrimentos e misérias de
tantas famílias, principalmente com a fundação da «Casa Sollievo della
Sofferenza» (Casa Alivio do Sofrimento), que foi inaugurada no dia 5 de Maio
de 1956. Para o Servo de Deus, a fé era a vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se assiduamente na oração. Passava o dia e grande parte da noite em colóquio com Deus. Dizia: «Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-Lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus». A fé levou-o a aceitar sempre a vontade misteriosa de Deus.
Viveu
imerso nas realidades sobrenaturais. Não só era o homem da esperança e da
confiança total em Deus, mas, com as palavras e o exemplo, infundia estas
virtudes em todos aqueles que se aproximavam dele. O amor de Deus inundava-o,
saciando todos os seus anseios; a caridade era o princípio inspirador do seu
dia: amar a Deus e fazê-Lo amar. A sua particular preocupação: crescer e
fazer crescer na caridade.
A
máxima expressão da sua caridade para com o próximo vemo-la no acolhimento
prestado por ele, durante mais de 50 anos, às inúmeras pessoas que acorriam ao
seu ministério e ao seu confessionário, ao seu conselho e ao seu conforto.
Parecia um assédio: procuravam-no na igreja, na sacristia, no convento. E ele
prestava-se a todos, fazendo renascer a fé, espalhando a graça, iluminando.
Mas, sobretudo nos pobres, atribulados e doentes, ele via a imagem de Cristo e a
eles se entregava de modo especial.
Exerceu
de modo exemplar a virtude da prudência; agia e aconselhava à luz de Deus.
O seu
interesse era a glória de Deus e o bem das almas. A todos tratou com justiça,
com lealdade e grande respeito
Nele
refulgiu a virtude da fortaleza. Bem cedo compreendeu que o seu caminho haveria
de ser o da Cruz, e logo o aceitou com coragem e por amor. Durante muitos anos,
experimentou os sofrimentos da alma. Ao longo de vários anos, suportou, com
serenidade admirável, as dores das suas chagas. Aceitou em silêncio as
númerosas tomadas de posição das Autoridade e, frente às calúnias, sempre
ficou calado.
Recorreu
habitualmente à mortificação para conseguir a virtude da temperança,
conforme o estilo franciscano. Era temperante na mentalidade e no modo de viver.
Consciente
dos compromissos assumidos com a vida consagrada, observou com generosidade os
votos professados. Foi obediente em tudo às ordens dos seus Superiores, mesmo
quando eram gravosas. A sua obediência era sobrenatural na intenção,
universal na extensão e integral no cumprimento. Exercitou o espírito de
pobreza, com total desapego de si próprio, dos bens terrenos, das comodidades e
das honrarias. Sempre teve uma grande predileção pela virtude da castidade. O
seu comportamento era, em todo o lado e para com todos, modeSanto
Considerava-se,
sinceramente, inútil, indigno dos dons de Deus, cheio de misérias e ao mesmo
tempo de favores divinos. No meio de tanta admiração do mundo, ele repetia: «Quero
ser apenas um pobre frade que reza».
Desde
a juventude, a sua saúde não foi muito brilhante e, sobretudo nos últimos
anos da sua vida, declinou rapidamente. A irmã morte levou-o, preparado e
sereno, no dia 23 de Setembro de 1968; tinha ele 81 anos de idade. O seu funeral
caracterizou-se por uma afluência absolutamente extraordinária de gente.
No
dia 20 de Fevereiro de 1971, apenas três anos depois da morte do Servo de Deus,
Paulo VI, dirigindo-se aos Superiores da Ordem dos Capuchinhos, disse dele: «Olhai
a fama que alcançou, quantos devotos do mundo inteiro se reúnem ao seu redor!
Mas porquê? Por ser talvez um filósofo? Por ser um sábio? Por ter muitos
meios à sua disposição? Não! Porque celebrava a Missa humildemente,
confessava de manhã até à noite e era – como dizê-lo?! – a imagem
impressa dos estigmas de nosso Senhor. Era um homem de oração e de sofrimento».
Já
gozava de larga fama de santidade durante a sua vida, devido às suas virtudes,
ao seu espírito de oração, de sacrifício e de dedicação total ao bem das
almas.
Nos
anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi
crescendo cada vez mais, tornando-se um fenômeno eclesial, espalhado por todo o
mundo e em todas as categorias de pessoas.
assim
Deus manifestava à Igreja a vontade de glorificar na terra o seu Servo fiel. Não
tinha ainda passado muito tempo quando a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos
empreendeu os passos previstos na lei canônica para dar início à Causa de
beatificação e canonização. Depois de tudo examinado, como manda o Motu
proprio «Sanctitas Clarior», a Santa Sé concedeu o nihil
obstat no dia 29 de Novembro de 1982. O Arcebispo de Manfredônia pôde
assim proceder à introdução da Causa e à celebração do processo de
averiguação (1983-1990). No dia 7 de Dezembro de 1990, a Congregação das
Causas dos Santos reconheceu a sua validade jurídica. Ultimada a Positio,
discutiu-se, como é costume, se o Servo de Deus tinha exercitado as virtudes em
grau heróico. No dia 13 de Junho de 1997, realizou-se o Congresso Peculiar dos
Consultores Teólogos, com resultado positivo. Na Sessão Ordinária de 21 de
Outubro seguinte, tendo como Ponente da Causa o Ex.mo e Rev.mo D. Andrea Maria
Erba, Bispo de Velletri-Segni, os Cardeais e Bispos reconheceram que o Padre Pio
de Pietrelcina exercitou em grau heróico as virtudes teologais, cardeais e
anexas.
No
dia 18 de Dezembro de 1997, na presença do Papa João Paulo II foi promulgado o
Decreto sobre a heroicidade das virtudes. Para a beatificação do Padre Pio, a
Postulação apresentou ao Dicastério competente a cura da senhora Consiglia de
Martino, de Salerno. Sobre o caso desenrolou-se o Processo canônico regular no
Tribunal Eclesiástico da arquidiocese de Salerno-Campanha-Acerno, desde Julho
de 1996 até Junho de 1997, tendo sido reconhecido como válido por decreto de
26 de Setembro de 1997. Na Congregação das Causas dos Santos, realizou-se, no
dia 30 de Abril de 1998, o exame da Consulta Médica e, no dia 22 de Junho do
mesmo ano, o Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos. No dia 20 de Outubro
seguinte, reuniu-se no Vaticano a Congregação Ordinária dos Cardeais e
Bispos, membros do Dicastério, sendo Ponente D. Andrea M. Erba; e, no dia 21 de
Dezembro de 1998, foi promulgado, na presença do Papa João Paulo II, o Decreto
sobre o
milagre.
O Santo de Pietrelcina indica-nos os
meios para alcançar a santidade, fim de qualquer vida cristã
Na manhã de segunda-feira,
17 de Junho, Sua Santidade João Paulo II recebeu em audiência, na Sala Paulo
VI, os peregrinos que vieram a Roma para participar na solene cerimônia de
canonização do Padre Pio de Pietrelcina, aos quais dirigiu as seguintes
palavras: |
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Santa Catarina Laboure: Uma das almas privilegiadas de quem Nossa Senhora se serviu para fazer conhecer ao mundo os tesouros de suas graças em favor da humanidade aflita, Catarina Labouré nasceu de uma família númerosa no início do século passado, na França agitada pelo liberalismo anticlerical. Pela morte prematura da mãe, Catarina teve que se responsabilizar pela educação dos irmãos menores numa pobre casa de camponeses.Uma vez cumprida esta tarefa, Catarina entrou na Congregação das Filhas da Caridade, fundada por São Vicente de Paulo, para a assistência dos pobres, doentes, velhos e crianças. Noviça ainda, humilde e inocente, enquanto alimentava uma terna devoção a Nossa Senhora, eis que na noite do dia 27 de novembro de 1830 recebeu a aparição de Maria Santíssima que ela própria descreve com estas palavras:
"A
Santíssima Virgem apareceu ao lado do altar, de pé, sobre um globo com o
semblante de uma senhora de beleza indizível; de veste branca, manto azul, com
as mãos elevadas até à cintura, sustentava um globo figurando o mundo
encimado por uma cruzinha. A Senhora era toda rodeada de tal esplendor que era
impossível fixá-la, O rosto radiante de claridade celestial conservava os
olhos elevados ao céu, como para oferecer o globo a Deus. Formou-se em torno da
Virgem um quadro oval onde, em letras de ouro, se liam estas palavras: 'Ó Maria
concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós'. Ouvi então uma voz que me dizia:
'Manda cunhar uma medalha por este modelo; as pessoas que a trouxerem com fé e devoção receberão grandes graças'. A outra parte da medalha trazia a letra M encimada por uma cruz, embaixo os corações de Jesus e Maria; o primeiro cercado duma coroa de espinhos e o segundo transpassado por uma espada. Não foi fácil conseguir a licença dos superiores para cunhar a medalha. Pois a revelação foi recebida inicialmente com ceticismo e desconfiança. Dois anos depois, após severo inquérito canônico dos fatos, o arcebispo de Paris autorizou a fabricação das medalhas.Esta devoção mariana que afirmava a verdade da Imaculada Conceição de Maria e convidava à confiança na meditação de Nossa Senhora difundiu-se com surpreendente rapidez, acompanhada por prodígios e conversões.
Só
no espaço de quatro anos a firma incumbida de cunhar as medalhas produziu vinte
milhões. Graças a esta difusão prodigiosa, foi-se radicando mais e melhor no povo cristão a crença na Imaculada Conceição de Maria que preparou a sublime apoteose da definição dogmática que se deu vinte e quatro anos depois. Em outras aparições subseqüentes a Santíssima Virgem falou a Catarina Labouré da fundação de uma associação de Filhas de Maria que foi aprovada pelo Papa Pio IX em 1847 e que se difundiu em todo o mundo. A Irmã Catarina Labouré, após o noviciado, foi enviada a um asilo de Paris a fim de prestar serviços a velhos e doentes. Aí desempenhou os serviços mais humildes e desprezíveis. Por 45 anos ocupou-se da cozinha, da lavanderia, da limpeza dos doentes e velhos, sempre fiel, sempre sorridente, sempre atenciosa. Cultivou alto grau de união com Deus pela oração, pelo espírito de fé e, ao mesmo tempo, filial devoção a Nossa Senhora, modelo acabado da consagração total a Deus, na caridade para com o próximo. Ninguém ficou sabendo, no asilo, que ela tinha sido privilegiada pela visão e revelação de Nossa Senhora. Ela observou sempre o mais absoluto silencio, revelado só ao confessor que confirmou os fatos no processo canônico perante as autoridades religiosas.
No
dia 31 de dezembro de 1876, completando setenta anos de idade, Catarina entregou
seu espírito. |
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São João Maria Vianney:
Este santo, que é o patrono dos sacerdotes, nasceu
na cidade de Lion, França, no ano de 1786.
De
família muito pobre e humilde, desejou desde criança ingressar para o sacerdócio.
O
problema era que Vianney sempre foi muito fraco em conhecimento e tinha grande
dificuldade no aprendizado. O que mais lhe pesava era o Latim. Ingressou em um
seminário, mas foi dispensado por falta de capacidade intelectual.
Um
amigo seu, vigário, convenceu o bispo a aceitar que ele preparasse, o
"pouco culto" João Vianney, em particular, comprometendo-se a
continuar a instrução após a ordenação sacerdotal deste. O bispo aceitou, e
após ordenado, João Vianney, que acrescentou o Maria em seu nome por especial
devoção à Virgem, foi enviado para assumir uma pequena capela no vilarejo de
Ars.
Ars,
com apenas 300 habitantes, não possuía paróquia, e sim apenas a citada
capelinha. O povo era totalmente avesso à religião, o que seria um grande
desafio para o simples sacerdote. O povo não respeitava o domingo, blasfemava
constantemente, tinha atitudes pagãs e nem se importou com o "novo"
padrezinho.
A
pequena capela estava abandonada. João, a princípio com muito receio por causa
de tão grande desafio, se pôs a arrumar a capela e mergulhou em profunda oração
e penitência.
Como
antes, o povo não se importava com o novo sacerdote. João fazia a limpeza da
igrejinha, preparava, ele mesmo, suas simples refeições, e orava, orava..
penitenciava-se, e suplicava ao Bom Deus que convertesse seus paroquianos.
O
povo começou a admirar aquele dedicado sacerdote, e João, aproveitando este
interesse, iniciou sua catequese visitando as família. A princípio exortava o
povo a abandonar os vícios pagãos: A bebedeira, os cabarés, o trabalho aos
domingos, as blasfêmias..
Com
muita oração, penitências e fé, Vianney foi cativando as pessoas de Ars, que
aos poucos foram se achegando à Igreja e aos Sacramentos.
O
maior milagre operado por Deus, na pessoa do penitente sacerdote, pouco
brilhante e pobre, foi que em pouco tempo milhares de pessoas das redondezas
acorreram à Ars para, atraídas pela santidade do vigário do pequeno vilarejo.
Aos poucos o confessionário da Capela do pároco Vianney começou a ser
assediado dia e noite, de modo que João nem mais podia se alimentar, nem
descansar. Com o tempo, peregrinos de toda a França e de outros países da Europa peregrinavam para Ars.
Certa vez um romeiro
afirmou: "Vi Deus num homem!", e este era o "segredo" do pároco
de Ars. Pessoa humilde, dedicada à oração, penitência e atendimento
espiritual ao povo de Deus. Isto atraia tanta gente, de
Na
penitência, nos trabalhos, na oração, no atendimento do povo, assim se
consumiu a vida terrena deste grande santo, pároco de Ars. Aos 73 anos, o Cura
D'Ars (Cura = Pároco) entregou seu espírito ao Pai Eterno. O corpo, certamente
cansado por tantos esforços e sacrifícios, estava exausto; O espírito, feliz
e realizado, dava graças ao Criador pela conversão de tantas almas. O Deus todo-poderoso, quis que, aquele corpo sofrido e castigado - por vontade própria - desse testemunho de um espírito puramente cristão. Um espírito que viveu para o próximo, esquecendo-se de si mesmo. Nosso Pai Celeste, permitiu que o sofrido corpo de São João Maria Vianney ficasse incorrupto, como testemunho da grande santidade do Cura D'Ars. |
S.João Maria Vianney. Um rosto marcado pelas penitências, mas que mostra a serenidade dos santos. Após mais de 140 (cento e quarenta) anos, seu corpo está incorrupto e demonstra flexibilidade como um corpo vivo. Quem o vê, certamente dirá: "ele dorme!"
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| Santa Faustina: A Santa polonesa de Jesus Misericordioso. (Clique sobre o nome da Santa) |