·
Dogmas
sobre Deus
2.
A
Existência de Deus como Objeto de Fé
·
Dogmas
sobre Jesus Cristo
1.
Jesus
Cristo é verdadeiro Deus e filho
de Deus por essência
2.
Jesus
possui duas naturezas que não se transformam nem se misturam
4.
Jesus
Cristo, ainda que homem, é Filho natural de Deus
5.
Cristo
imolou-se a si mesmo na cruz como verdadeiro e próprio sacrifício
6.
Cristo
nos resgatou e reconciliou com Deus por meio do sacrifício de sua morte na cruz
7.
Ao
terceiro dia depois de sua morte, Cristo ressuscitou glorioso dentre os mortos
8.
Cristo
subiu em corpo e alma aos céus e está sentado à direita de Deus Pai
·
Dogmas
sobre a Criação do Mundo
1.
Tudo
o que existe foi criado por Deus a partir do Nada
·
Dogmas
sobre o Ser Humano
1.
O
homem é formado por corpo material e alma espiritual
2.
O
pecado de Adão se propaga a todos seus descendentes por geração, não por
imitação
3.
O
homem caído não pode redimir-se a si próprio
·
Dogmas
Marianos
1.
A
Imaculada Conceição de Maria
4.
A
Virgem
·
Dogmas
sobre o Papa e a Igreja
1.
A
Igreja foi fundada pelo Deus e Homem, Jesus Cristo
4.
O
Papa é infalível sempre que se pronuncia ex catedra
5.
A
Igreja é infalível quando faz definição em matéria de fé e costumes
·
Dogmas
sobre os Sacramentos
1.
O
Batismo é verdadeiro Sacramento instituído por Jesus Cristo
2.
A
Confirmação é verdadeiro e próprio Sacramento
3.
A
Igreja recebeu de Cristo o poder de perdoar os pecados cometidos após o Batismo
4.
A
Confissão Sacramental dos pecados está prescrita por Direito Divino e é
necessária para a salvação
5.
A
Eucaristia é verdadeiro Sacramento instituído por Cristo
7.
A
Unção dos enfermos é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo
8.
A
Ordem é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo
9.
O
matrimônio é verdadeiro e próprio Sacramento
·
Dogmas
sobre as Últimas Coisas (Escatologia)
3.
O
Inferno
4.
O
Purgatório
5.
O
Fim do mundo e a Segunda Vinda de Cristo
6.
A
Ressurreição dos Mortos no Último Dia
A EXISTÊNCIA DE DEUS
por: Dercio Antonio Paganini
Possibilidade
de reconhecer a Deus como a única luz da razão natural - O concilio Vaticano I (1869-1870), sob Pio IX
(1846-1870), declarou:
·
"Se
alguém disser que Deus vivo e verdadeiro, criador e Senhor nosso, não pode ser
reconhecido com certeza pela luz natural da razão humana por meio das coisas
que foram feitas, seja excomungado." (Dz. 1806). "A mesma Santa Mãe
Igreja sustenta e ensina que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser
reconhecido com certeza pela luz natural da razão humana partindo das coisas
criadas." (cf. Dz. 1785).
O
Concilio apresenta os seguintes elementos:
a.
O objeto
de nosso conhecimento é Deus uno e verdadeiro, Criador e Senhor nosso; é
portanto um Deus distinto do mundo e pessoal.
b.
O princípio
subjetivo do reconhecimento é a razão natural em estado de natureza caída.
c.
Os meios
do reconhecimento são as coisas criadas.
d.
Esse
reconhecimento é de per si um
reconhecimento certo.
e.
E é possível,
ainda que não constitua o único caminho para chegar a conhecer a Deus.
Provas
da Escritura:
·
"Pela
grandeza e formosura das criaturas, por racionalidade se chega a conhecer ao
Criador delas"
(Sab.13,1-9.15).
·
"Porque
desde a criação do mundo, a invisibilidade de Deus, Seu eterno poder e Sua
divindade são conhecidos através das criaturas, de modo que são inescusáveis"
(Rm 1,20).
A
idéia de Deus não é inata em nós, mas temos a capacidade para conhece-Lo com
facilidade, e de certo modo espontaneamente por meio de Sua obra.
A EXISTÊNCIA DE DEUS COMO OBJETO DE FÉ
por: Dercio Antonio Paganini
A
existência de Deus não apenas é objeto do conhecimento da razão natural, mas
também é objeto da fé sobrenatural - Segundo
o Concílio Vaticano I (1869-1870), sob Pio IX (1846-1878), declarou em 24 de
abril de 1870:
·
"A
Santa Igreja Católica Apostólica e Romana, crê e confessa que existe um único
Deus Verdadeiro" (Dz. 1782).
Este
mesmo Concílio condenou como herética a negação da existência de Deus:
·
"Se
alguém negar que apenas Deus é o Verdadeiro Criador e Senhor das coisas visíveis
e invisíveis, seja excomungado" (Dz. 1801).
Provas
da Escritura:
A
fé na Escritura de Deus é condição indispensável para a salvação:
·
"Sem
a fé é impossível agradar a Deus, pois é preciso que quem se acerque de Deus
creia que Ele existe e que é remunerador dos que O buscam" (Hb 11,6)
A
revelação sobrenatural da existência de Deus confirma o conhecimento natural
de Deus, faz com que todos possam conhecer a existência de Deus com facilidade.
Não existe contradição no sentido de que uma pessoa possa temer ao mesmo
tempo a ciência e a fé da existência de Deus, já que, em ambos os casos, o
objeto formal é diverso:
Evidência
Natural X Revelação Divina
Ao
primeiro chegamos pela razão natural e, ao segundo, pela razão ilimitada da fé.
A UNICIDADE DE DEUS
por: Dercio Antonio Paganini
Não
existe mais que um único Deus -
O concílio de Latrão (1215), sob Inocêncio III (1198-1216) declarou:
·
"Firmemente
cremos e simplesmente confessamos que Deus é apenas Um"
(Dz. 428). "A santa Igreja Católica
Apostólica romana crê e confessa que existe um único Deus Verdadeiro e
Vivo" (Dz. 1782).
Provas
das Escrituras:
·
"Ouve
Israel, Iaveh é nosso Deus, apenas Iaveh" (Dt 6,4).
·
"Sabemos
que o ídolo não é nada no mundo e que não existe mais que um único
Deus."
(1 Cor. 8,4).
·
v. tb. At
14,14; 17,23; Rm 3,39; Ef 4,6; 1Tim 1,17; 2,5.
Os
Santos Padres provam a unicidade de Deus por Sua perfeição absoluta e pela
unidade da ordem do mundo. Diz Tertuliano:
·
"O
Ser Supremo e Excelentíssimo precisa ser único, e não pode haver igual a Ele,
porque se não for assim, Ele não seria o Ser Supremo, e como Deus é o Ser
Supremo, com razão diz nossa verdade Cristã: Se Deus não é o Único, não há
nenhum Deus"
São
Tomás [de Aquino] deduz especulativamente a unicidade de Deus devido à Sua
simplicidade, da infinidade de Suas perdições e da unidade do universo (S.Th.
I,11,3).
A
história comparada das religiões nos ensina que a evolução religiosa da
humanidade não passou do politeísmo ao monoteísmo, mas sim, ao contrário, ou
seja, do monoteísmo ao politeísmo (cf. Rm 1,18). Se opõe a este dogma básico
do Cristianismo o politeísmo dos pagãos e o dualismo agnóstico-maniqueista
que supunha a existência de dois princípios não criados e eternos.
DEUS É ETERNO
por: Dercio Antonio Paganini
Deus
não tem princípio nem fim -
O Concílio IV de Latrão e o Concílio Vaticano atribuem a Deus a eternidade:
·
"Firmemente
cremos e simplesmente confessamos que apenas um é o Verdadeiro Deus
eterno..."
(Dz. 428). "A Santa Igreja Católica,
Apostólica Romana crê e confessa que existe um único Deus Verdadeiro, Vivo,
Eterno, Imenso, Incompreensível, Infinito em Seu entendimento e vontade e em
toda perfeição" (Dz. 1782).
O
Dogma diz que Deus possui o Ser Divino sem princípio nem fim, sem sucessão
alguma, em um agora permanente e indivisível.
Provas
das Escrituras:
·
"Antes
que os montes, a terra e o universo tivessem sido criados, Tu existíeis desde a
eternidade até a eternidade" (Sl 89,2).
·
"Antes
que Abraão nascesse, eras Tu" (Sl 2,7; Jo 8,58).
Especulativamente,
a eternidade de Deus se demonstra por sua absoluta imutabilidade; a razão última
da eternidade de Deus é a plenitude absoluta de um ser que exclui toda
potencialidade e, portanto, toda sucessão (S.Th. I,10,2-3).
SANTÍSSIMA TRINDADE
por: Dercio Antonio Paganini
Em
Deus há três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo; e cada uma delas possui a
essência divina que é numericamente a mesma - O Concílio de Latrão (1215), sob Inocêncio III (1198-1216) diz:
·
"Firmemente
cremos e simplesmente confessamos que apenas um é o Deus Eterno, Verdadeiro,
Imenso, Imutável, Incompreensível, Onipotente e Inefável; Pai, Filho e Espírito
Santo; três pessoas certamente, mas uma só essência, substância ou natureza
absolutamente simples. O Pai não vem de ninguém, O Filho apenas do Pai, e o
Espírito Santo de Um e de Outro, sem começo, sempre, e sem fim"
(Dz.428).
O
dogma da Trindade é declarado por este Concílio, mas o Concílio de Florença
(1438-1445), sob Eugênio IV (1431-1447), apresentou um compêndio desta
doutrina que pode ser considerada como a meta final da evolução do dogma:
·
"Por
razão desta unidade, o Pai está todo no Filho todo no Espírito Santo; o Filho
está todo no Pai e todo no Espírito Santo; o Espírito Santo está todo no Pai
e todo no Filho. Nenhum precede ao outro em eternidade, ou o excede em grandeza,
ou o sobrepuja em poder..." (Dz. 704).
Provas
das Sagradas Escrituras:
·
No Antigo
Testamento fica subentendida a alusão ao mistério da Trindade:
·
"Façamos
ao homem..."
(Gn 1,26).
·
"Disse-me
Iaveh: Tu és Meu Filho hoje Te gerei" (Sl 2,7).
·
No Novo
Testamento:
·
"O
Espirito Santo virá sobre ti, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com Sua
sombra, e por isto, o Filho criado será Santo, será chamado Filho de
Deus"
(Lc
1,35) - Espírito Santo, Altíssimo e Filho do Altíssimo.
·
"Viu
o Espírito Santo de Deus descer como pomba e vir sobre Ele, enquanto uma voz do
céu dizia: 'este é Meu Filho Amado, em Quem tenho Minha complacência'" (Mt
3,16ss).
·
"Ide,
pois, e ensinai a todas as gentes, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do
Espírito Santo"
(Mt 28,19).
Onde
é revelado claramente o mistério da Trindade é em Mt 28,19. Assim como o
homem pode por sua única razão descobrir a um Deus Uno, ao conhecimento de um
Deus Trino não poderá chegar senão através da Divina Revelação.
Em
Deus, a ação de entender, o mesmo que a de amar, se identificam com sua própria
essência divina, pois seu entender e seu querer constituem um mesmo Ser. Por
isso, nos dois procedimentos divinos, ou seja, que dá origem ao Filho por via
de geração, e a que dá origem ao Espírito Santo por via de amor procedente
do Pai e do Filho, não se dá sucessão alguma, nem por prioridade nem por
posteridade... são eternas com a mesma eternidade de Deus.
O
Pai, com efeito, vendo refletido em sua própria essência a Seu Verbo Divino,
que é a Imagem perfeitíssima de Si mesmo, O ama com um amor sem limites. E o
Verbo, que é a Luz do Pai, Seu Pensamento eterno, Sua Glória, Sua Formosura, o
Esplendor de todas Suas perfeições infinitas, devolve a Seu Pai um amor
semelhante, igualmente eterno e infinito. E ao encontrarem-se as correntes do
amor que brota do Pai com aquela que vem do Filho, salta, por assim dizer, uma
torrente de chamas que é o Espírito Santo, amor único, ainda que é mútuo,
vivente e subsistente, abraço inefável, vínculo que completa ao Pai e ao
Filho, na unidade do Espírito Santo (v. "Perfeição
Cristã", de Roeo Marin, p. 53).
JESUS CRISTO É VERDADEIRO DEUS E FILHO DE DEUS POR
ESSÊNCIA
por: Dercio Antonio Paganini
Declara
o Símbolo "Quicumque" do
Concílio de Toledo (400-447):
·
"É
necessário para a eterna salvação crer fielmente na encarnação de nosso
Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, que é Deus e homem. É Deus engendrado na
substância do Pai antes dos séculos..." (Dz. 40).
O
dogma diz que Jesus Cristo possui a infinita natureza divina com todas suas
infinitas perfeições, por haver sido engendrado eternamente por Deus.
Provas
das Sagradas Escrituras:
·
Títulos
que aludem à dignidade Divina do Messias:
·
Emanuel,
Deus conosco
(Is 7,14; 8,8).
·
Conselheiro
admirável, Varão Forte, Pai do século futuro, Príncipe da Paz (Is 9,6).
·
"Tu
és Meu Filho amado, em Ti deposito minha complacência..." (Batismo no rio Jordão - Mt 23,17).
·
"Este
é Meu Filho muito amado, escutai-O ..." (Monte Tabor - Mt 17,5).
·
"...Não
sabias que Eu devo ocupar-me nas coisas que dizem respeito ao serviço de Meu
Pai..."
(Lc 2,49).
·
"Todas
as coisas foram o Pai quem as colocou em Minhas mãos e ninguém conhece ao
Filho senão o Pai, e ninguém conhece ao Pai senão o Filho, e aquele a quem o
Filho quiser revelá-lo..." (Mt 11,27).
Jesus
equipara seu conhecimento ao conhecimento divino do Pai, porque possui em comum
com o Pai a substância Divina. Os milagres são outra prova da divindade de
Cristo:
·
"As
obras que faço em nome de Meu Pai dão testemunho de Mim..."
(Jo 10,25).
JESUS POSSUI DUAS NATUREZAS QUE NÃO SE TRANSFORMAM
NEM SE CONFUNDEM
por: Dercio Antonio Paganini
Afirma
São Leão I Magno (440-461) em sua epístola dogmática de 13 de Junho de 449:
·
"Ficando
então a salvo a propriedade de uma e outra natureza... natureza íntegra e
perfeita de verdadeiro homem, nasceu Deus Verdadeiro, inteiro no seu, inteiro no
nosso"
(Dz. 143 ss.)
Também
diz o Concílio de Calcedônia (451, IV Ecumênico):
·
"...Nosso
Senhor Jesus Cristo, Ele mesmo perfeito na divindade e Ele mesmo perfeito na
humanidade... que se há de reconhecer em duas naturezas: sem confusão, sem
mudanças, sem divisão, sem separação e de modo algum apagada a diferença de
natureza por causa da união, conservando cada natureza sua propriedade e
concorrendo em uma só pessoa" (Dz. 148).
Tudo
isto indica que Cristo é possuidor de uma íntegra natureza divina e de uma íntegra
natureza humana: a prova está nos milagres e no padecimento.
Sagradas
Escrituras:
·
"E
o Verbo se fez carne..."
(Jo 1,14).
·
"O
qual, sendo de condição divina, não reteve avidamente o fato de ser igual a
Deus, mas se despojou de si mesmo, tomando a condição de servo, fazendo-se
semelhante aos homens e aparecendo em seu porte como homem..." (Fil 2,6-7).
CADA UMA DAS DUAS NATUREZAS EM CRISTO POSSUI UMA PRÓPRIA
VONTADE FÍSICA E UMA PRÓPRIA OPERAÇÃO FÍSICA
por: Dercio Antonio Paganini
Declara
o III Concílio de Constantinopla (680-681), sob Santo Agatão (678-681):
·
"Proclamamos
igualmente, conforme os ensinamentos dos Santos Padres, que não existem também
duas vontades físicas e duas operações físicas de modo indivisível, de modo
que não seja conversível, de modo inseparável e de modo não confuso. E estas
duas vontades físicas não se opõe uma a outra como afirmam os ímpios
hereges..." (Dz. 291 e Dz. 263-288).
Sagradas
Escrituras:
·
"Não
seja como Eu quero, mas sim como Tu queres..." (Mt 26,39).
·
"Não
seja feita Minha vontade, mas sim a Tua..." (Lc 22,42).
·
"Desci
do céu para fazer não a Minha vontade, mas sim a vontade de Quem Me
enviou..."
(Jn. 6,38).
·
"Ninguém
Me tira, Eu a doei voluntariamente, tenho o poder para concedê-la e o poder de
recobrá-la novamente..." (Jo 10,18).
Apesar
da dualidade física das duas vontades, existiu e existe a unidade moral porque
a vontade humana de Cristo se conforma com a livre subordinação, de maneira
perfeitíssima à vontade Divina.
JESUS
CRISTO, AINDA QUE HOMEM, É FILHO NATURAL DE DEUS
por: Dercio Antonio Paganini
Diz
o Concílio de Trento (1545-1563), na sessão IV de 13 de Janeiro de 1547 (sob
Paulo III; 1534-1549):
·
"...O
Pai celestial... quando chegou a plenitude, enviou aos homens seu Filho, Jesus
Cristo..."
(Dz. 794, 299, 309).
Sagradas
Escrituras:
·
"Deus
não perdoou Seu próprio Filho, mas sim O entregou por todos nós..."
(Rm 8,32).
·
"Deus
tanto amou o mundo que lhe deu Seu Filho Unigênito..."
(Jo 3,16).
·
"E
uma voz que saia dos céus dizia: 'este é Meu Filho amado, em quem me
alegro..."
(Mt 3,17).
·
"E
o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e pudemos contemplar Sua glória, glória
que recebe do Pai como Filho Único, cheio de graça e verdade..."
(Jo 1,14).
Os
Santos Padres sempre rechaçaram a doutrina da dupla filiação de Cristo. O
sentido do dogma é: a pessoa que subsiste na natureza humana (de Cristo) é o
filho natural de Deus. A filiação é propriedade da pessoa, não da natureza.
Em Cristo não existe mais que uma pessoa que procede do Pai por geração
eterna; pelo mesmo motivo, em Cristo não pode haver mais que uma filiação de
Deus: a natural.
CRISTO
IMOLOU-SE A SI MESMO NA CRUZ COMO VERDADEIRO E PRÓPRIO SACRIFÍCIO
por: Dercio Antonio Paganini
Afirma
o Concílio de Trento (1545-1563), sob Pio IV (1559-1565), a 17 de Setembro de
1562:
·
"O
Sacrossanto Concílio... ensina, declara, ordena, que na Missa está contido e
de modo não cruel se imola aquele mesmo Cristo, que apenas uma vez se ofereceu
Ele mesmo cruelmente no altar da cruz..." (Dz. 940-122-951).
Sagradas
Escrituras:
·
"Eis
aqui o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo" (Jo 1,29).
·
"Cristo
nos amou e se entregou por nós todos em sacrifício e oblação a Deus..."
(Ef. 5,2).
·
"Porque
nosso Cordeiro Pascal, Cristo já foi imolado..." (Rm 3,25).
·
"Cristo
se ofereceu uma vez como sacrifício para tirar os pecados do mundo..."
(Hb 9,28).
O
adversário deste dogma é o racionalismo (Dz. 2038). Cristo quando instituiu a
Sagrada Eucaristia recordou o sacrifício de Sua morte:
·
"Este
é Meu corpo que será entregue por vós..." (Lc 22,19).
Cristo,
por sua natureza humana, era ao mesmo tempo sacerdote e oferenda, mas por sua
natureza Divina, juntamente com o Pai e o Espírito Santo, era o que recebia o
sacrifício.
CRISTO
NOS RESGATOU E RECONCILIOU COM DEUS POR MEIO DO SACRIFÍCIO DE SUA MORTE NA CRUZ
por: Dercio Antonio Paganini
Declara
o Concílio de Trento (1545-1563), sob Pio IV (1559-1565):
·
"O
concilio... por inspiração do Espírito Santo, ensina, declara e manda... Este
Deus e Senhor Nosso, Jesus Cristo quis oferecer-se a si mesmo a Deus Pai, como
sacrifício apresentado sobre a ara da cruz em sua morte, para conseguir para
eles o eterno perdão..." (Dz. 938). "... que nos
reconciliou com Deus por meio de Seu Sangue fazendo-Se por nós a Justiça, a
Santidade e a Redenção..." (Dz 790).
Sagradas
Escrituras:
·
"Preço
do resgate por muitos..." (Mt 20,28).
·
"O
qual se deu a Si mesmo em preço do resgate..." (1Tm 2,6).
·
"São
justificados por Sua graça..." (Rm 3,24).
·
"...Ele
se deu a Si mesmo por nós para redimir-nos de toda iniquidade..."
(1Tm 2,14).
·
"...este
é Meu Sangue da Aliança que se derrama sobre muitos para a remissão dos
pecados..."
(Mt 26,28).
São
Paulo atribui à morte de Cristo a reconciliação dos pecados com Deus, ou
seja, a restauração da antiga relação de filhos e amigos com Deus (cf. Rm
5,10).
AO
TERCEIRO DIA DEPOIS DE SUA MORTE, CRISTO RESSUSCITOU GLORIOSO DENTRE OS MORTOS
por: Dercio Antonio Paganini
Expõe
o XI Concílio de Toledo (675), sob Adeodato (672-676):
·
"...ao
terceiro dia, ressuscitado por sua própria virtude, se levantou do
sepulcro."
(Dz. 286)
Sua
razão foi a união hipostática. A causa principal da ressurreição foi o
lugar comum com o Pai e o Espírito Santo. Foi causa instrumental a parte humana
de Cristo, unida hipostaticamente com a divindade, ou seja, o corpo e a Alma. É
negada a ressurreição de Cristo em todas as formas de racionalismo antigo e
moderno. Tal negação foi condenada por Pio X (Dz. 2036).
Sagradas
Escrituras:
·
Não
deixarás Tu minha alma no inferno, não deixarás que Teu justo experimente a
corrupção..."
(Sl 15,10).
·
"[Cristo
predisse:] pois da mesma forma que Jonas esteve no ventre da baleia três dias e
três noites, assim também o Filho do homem estará no seio da terra três dias
e três noites..." (Mt. 12,40).
·
"Os
Apóstolos davam testemunho, com grande poder, da ressurreição do Senhor
Jesus..."
(At 4,33).
Do
ponto de vista apologético: a ressurreição é o argumento mais decisivo sobre
a verdade dos ensinamentos de nosso Senhor:
·
"...
e se Cristo não ressuscitou, nossa pregação é vazia e também a vossa fé..."
(1Cor 15,14).
CRISTO
SUBIU EM CORPO E ALMA AOS CÉUS E ESTÁ SENTADO À DIREITA DE DEUS PAI
por: Dercio Antonio Paganini
Sob
Inocêncio III (1198-1216), declarou o IV Concilio de Latrão (1215):
·
"...fielmente
cremos e simplesmente confessamos: ressuscitou dentre os mortos e subiu ao céu
em Corpo e Alma..." (Dz. 429).
Todos
os símbolos da fé confessam, de acordo com o símbolo apostólico:
·
"...subiu
aos céus e está sentado à direita de Deus Pai...".
Cristo
subiu aos céus por sua própria virtude. O racionalismo é contrário a este
dogma. O testemunho claro desta verdade da época apostólica, não deixa tempo
suficiente para formação de lendas.
Sagradas
Escrituras:
·
Cristo
havia predito: "O espírito é aquele
que dá a vida; a carne de nada serve. As palavras que lhes disse são espirito
e são vida..." (Jo 6,63; 14,2; 16,28).
·
A
realizou diante de testemunhas: "...com
isto, o Senhor Jesus, depois de falar-lhes, foi elevado ao céu e se sentou à
direita de Deus..." (Mc 16,19; Lc 24,51).
Importância:
No aspecto cristológico é a elevação definitiva da natureza de Cristo. No
aspecto sotereológico, é a coroação final de toda a obra redentora.
TUDO
O QUE EXISTE FOI CRIADO POR DEUS A PARTIR DO NADA
por: Dercio Antonio Paganini
Afirma
o Concílio Vaticano I (1869-1870), sob Pio IX (1846-1877):
·
"Proclamamos
e declaramos desta cátedra de Pedro... que unicamente este Verdadeiro Deus...
criou do nada uma e outra criatura, a espiritual e a corporal, isto é, a angélica
e a mundana, e logo a humana, como comum, constituída de espírito e
corpo"
(Dz. 1783).
Também
o Concílio de Latrão, em 1215:
·
"...Criador
de todas as coisas visíveis e invisíveis, espirituais e corporais, que por Sua
onipotente virtude, existente desde o princípio dos tempos, criou do nada a uma
e outra criatura..." (Dz. 428).
Provas
da Sagrada Escritura:
·
"No
princípio Deus criou o céu e a terra..." (Gn. 1,1).
·
"Te
suplico meu filho, que olhes o céu e a terra, e vejas o quanto existem neles, e
entendas que do nada Deus fez tudo isso" (2Mc 7,28).
·
"Pela
fé conhecemos que os mundos foram dispostos pela palavra de Deus de modo que do
invisível teve origem o visível" (Hb 11,3).
A
criação do mundo do nada, não apenas é uma verdade fundamental da revelação
cristã, mas também que ao mesmo tempo chega a alcançá-la a razão com apenas
suas forças naturais, baseando-se nos argumentos cosmológicos e sobretudo na
argumento da contingência.
CARÁTER
TEMPORAL DO MUNDO
por: Dercio Antonio Paganini
O
mundo teve princípio no tempo -
O Concílio Vaticano I (1869-1870), sob Pio IX (1846-1878), afirma:
·
"Determinamos
declarar desta cátedra de São Pedro... desde o princípio do tempo, criou do
nada..."
(Dz. 1783). "...Criador de todas as
coisas..." (Dz. 428).
Provas
das Escrituras:
·
"Agora,
Tu, Pai, glorifica-me próximo a Ti mesmo, com a glória que tive perto de Ti
antes que o mundo existisse..." (Jo 17,5).
·
"Nos
escolheu antes da constituição do mundo..." (Ef 1,4).
·
"Desde
o princípio fundaste Tu a terra..." (Sl 101,26).
A
doutrina da eternidade do mundo foi condenada (cf. Dz. 501-503). Contra a
filosofia pagã e o materialismo moderno que suponha a eternidade do mundo, ou
melhor dizendo, da matéria cósmica, a Igreja ensina que o mundo não existe
desde toda a eternidade, mas teve um princípio no tempo. O progresso da física
atômica permite inferir, pelo processo de desintegração dos elementos
radiativos, qual seja a idade da terra e do universo, provando positivamente o
princípio do mundo no tempo (Discurso de Pio XII, 22 Novembro 1951: Sobre a
demonstração da existência de Deus à luz das modernas ciências naturais).
CONSERVAÇÃO
DO MUNDO
por: Dercio Antonio Paganini
Deus
conserva na existência a todas as coisas criadas - Diz o Concílio Vaticano I (1869-1870), sob Pio IX (1846-1877), a 24 de
Abril de 1870:
·
"A
Igreja Católica declara a partir desta cátedra... Tudo o que Deus criou, com
sua providência o conserva e governa..." (Dz. 1784).
Provas
da Sagrada Escritura:
·
"E
como poderia subsistir nada se Tu no quiseras ou como poderia conservar-se sem
Ti?" (Sb
11,26).
·
"Meu
Pai segue trabalhando ainda e eu também trabalho" (Jo 5,17).
·
"E
tudo Nele subsiste"
(Col 1,17).
A
ação conservadora de Deus é um constante influxo causal pelo que mantém as
coisas na existência. São Tomas de Aquino define a conservação do mundo como
continuação da ação criadora de Deus. É condizente à sabedoria e bondade
de Deus conservar na existência as criaturas que são vestígio das perfeições
divinas e servem, portanto, para dar glória a Deus
O
HOMEM É FORMADO POR CORPO MATERIAL E ALMA ESPIRITUAL
por: Dercio Antonio Paganini
Afirma
o IV Concílio de Latrão (1215), sob Inocêncio III (1198-1216):
·
"...
a humana, composta de espirito e corpo..." (Dz. 428).
e
o Concílio Vaticano I (1869-70), sob Pio IX (1846-78):
·
"...a
humana como comum constituída de corpo e alma..." (Dz. 1783).
Segundo
a doutrina da Igreja, o corpo é parte essencialmente constituinte da natureza
humana, e não carga e estorvo como disseram alguns (Platão e outros
Originalistas). Igualmente, para defender o dogma católico contra os que dizem
que consta de três partes essenciais: o corpo, a alma animal e a alma
espiritual, o Concílio de Constantinopla declarou:
·
"...
que o homem tem apenas uma alma racional e intelectual..."
(Dz. 338).
A
alma espiritual é o princípio da vida espiritual e ao mesmo tempo o é da vida
animal (vegetativa e sensitiva) (Dz. 1655).
Sagradas
Escrituras:
·
"O
Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em seu rosto o alento da
vida..."
(Gn 2,7).
·
"...antes
que o pó volte à terra de onde saiu, e o espírito retorne a Deus..."
(Ecl 12,7).
·
"Não
tenhais medo dos que matam o corpo, e à alma não podem matar; temeis muito
mais àquele que pode destruir o corpo e a alma na geena..." (Mt 10,28).
Se
prova especulativamente a unicidade da alma no homem por testemunho da própria
consciência, pela qual somos conscientes de que o mesmo Eu, que é o princípio
da atividade espiritual, é o mesmo que gere a sensibilidade e a vida
vegetativa.
O
PECADO DE ADÃO SE PROPAGA A TODOS SEUS DESCENDENTES POR
GERAÇÃO, NÃO POR IMITAÇÃO
por: Dercio Antonio Paganini
O
Concílio de Trento (1545-63), sob Paulo III (1534-49) publicou o "Decreto
sobre o pecado original", a 17 Junho 1546:
·
"Se
alguém disser que a prevaricação de Adão o prejudicou somente a ele e não
à sua descendência... Se alguém disser que este pecado de Adão, que é por
sua origem apenas um, e transmitido a todos por propagação, não por imitação,
é próprio de cada um..."
(Dz. 789-90).
O
Concílio de Trento condena a doutrina de que Adão perdeu para si apenas, e não
também para nós todos, a justiça e Santidade que havia recebido de Deus.
Positivamente ensina que o Pecado, que é morte da alma, se propaga de Adão a
todos seus descendentes por geração e não por imitação, e que é inerente a
cada indivíduo.
·
"Tal
pecado se apaga pelos méritos da Redenção de Cristo, os quais se aplicam
ordinariamente tanto aos adultos como às crianças por meio do Sacramento do
Batismo. Por isso, até as crianças recém-nascidas recebem o Batismo para
remissão dos pecados."
(Dz. 791).
Sagrada
Escritura:
·
"Eis
que aqui nasci; em culpa e em pecado me concebeu minha mãe..."
(Sl 50,7).
·
"Assim
então, por um homem entrou o pecado no mundo... e assim a morte passou a todos
os homens... pela obediência de um, muitos serão justiçados..."
(Rm 5,12-21).
O
efeito do Batismo, segundo a doutrina do Concílio de Trento, é apagar
realmente em nós o pecado e não apenas que não nos impute uma culpa estranha
(Dz. 792).
O
HOMEM CAÍDO NÃO PODE REDIMIR-SE A SI PRÓPRIO
por: Dercio Antonio Paganini
Assim
ensina o Concílio de Trento (1545-1563), sob Paulo III (1534-1549):
·
"[Que
os homens caídos] eram de tal forma escravos do pecado que se achavam sob a
servidão do demônio e da morte, que nem os gentios poderiam livrar-se nem
levantar-se com a força da natureza, nem os judeus poderiam faze-lo com a força
da lei mosaica..."
(Dz. 793).
O
Concílio Vaticano II no decreto "Ad Gentes" nº 8 declara:
·
"Somente
um ato livre por parte do amor divino poderia restaurar a ordem sobrenatural,
destruída pelo pecado. Se opõe à doutrina católica o pelagianismo, segundo o
qual, o homem tem em sua livre vontade o poder de redimir-se a si mesmo, e é
contrário também ao dogma católico o moderno racionalismo com suas diversas
teorias de 'auto-redenção'".
Sagradas
Escrituras:
·
Cf. Rm
3,23, como "todos pecaram, todos estão
privados da glória de Deus" (graça e justificação), e agora são
justificados gratuitamente por sua graça, pela Redenção de Jesus Cristo. O
pecado, enquanto ação da criatura é finito, mas, enquanto ofensa a Deus é
infinito, portanto exige uma satisfação de valor infinito.
A
IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA
por: Dercio Antonio Paganini
O
Papa Pio IX, na Bula "Ineffabilis Deus", de 8 de Dezembro de l854
definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria:
·
"Declaramos,
pronunciamos e definimos que a doutrina que sustenta que a Santíssima Virgem
Maria, no primeiro instante de sua conceição, foi por singular graça e privilégio
de Deus onipotente em previsão dos méritos de Cristo Jesus, Salvador do gênero
humano, preservada imune de toda mancha de culpa original, foi revelada por
Deus, portanto, deve ser firme e constantemente acreditada por todos os fiéis" (Dz. 1641).
a.
Maria
desde o primeiro instante que é constituída como pessoa no seio de sua mãe, o
é sem mancha alguma de pecado (=pecado original).
b.
Como foi
concebida sem pecado:
1.
Ausência
de toda mancha de pecado.
2.
Lema
da graça Santificante.
3.
Ausência
da inclinação o mal.
c.
Este
privilégio e dom gratuito foi concedido apenas à Virgem e a ninguém mais, em
atenção àquela que havia sido predestinada para ser a Mãe de Deus.
d.
Em previsão
dos méritos de Cristo porque a Maria a Redenção foi aplicada antes da morte
do Senhor.
Provas
das Escrituras:
·
"Estabeleço
hostilidade..." (Gn 3,15).
·
"Deus
te salve, cheia de graça." (Lc 1,28).
·
"Bendita
tu entre as mulheres..." (Lc 1,42).
MARIA,
MÃE DE DEUS
por: Dercio Antonio Paganini
O
Concilio de Éfeso (431), sob o Papa São Clementino I (422-432), definiu
solenemente que:
·
"Se
alguém afirmar que o Emanuel (Cristo) não é verdadeiramente Deus, e que
portanto, a Santíssima Virgem não é Mãe de Deus, porque deu à luz segundo a
carne ao Verbo de Deus feito carne, seja excomungado." (Dz. 113).
Muitos
Concílios repetiram e confirmaram esta doutrina:
·
Concílio
de Calcedônia (Dz. 148).
·
Concílio
de Constantinopla II (Dz. 218, 256).
·
Concílio
de Constantinopla III (Dz. 290).
Maria
gerara a Cristo segundo a natureza humana, mas quem dela nasce, ou seja, o
sujeito nascido, não tem uma natureza humana, mas sim o suposto divino que a
sustenta, ou seja, o Verbo. Daí que o Filho de Maria é propriamente o Verbo
que subsiste na natureza humana; então Maria é verdadeira Mãe de Deus, posto
que o Verbo é Deus. Cristo: Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem.
Provas
das Escrituras:
·
"Eis
que uma Virgem conceberá..." (Is 7,14).
·
"Eis
que conceberás..." (Lc 1,31).
·
"O
que nascerá de Ti será..."
(Lc 1,35).
·
"Enviou
Deus a seu Filho nascido..." (Gl 4,4).
·
"Cristo,
que é Deus..."
(Rm 9, 5).
Leia
mais em: Dogmas de Maria
A
ASSUNÇÃO DE MARIA
por: Dercio Antonio Paganini
O
Papa Pio XII, na Bula "Munificentissimus Deus", de 1º de Novembro de
1950, proclamou solenemente o dogma da assunção de Maria ao céu:
·
"Pronunciamos,
declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de
Deus, sempre Virgem Maria, cumprindo o curso de sua vida terrena, foi assumpta
em corpo e alma à gloria celeste" (Dz. 2333).
A
Virgem Maria foi assumpta ao céu imediatamente depois que acabou sua vida
terrena; seu Corpo não sofreu nenhuma corrupção como sucederá com todos os
homens que ressuscitarão até o final dos tempos, passando pela descomposição.
O
essencial do dogma é que a Virgem foi levada ao céu em corpo e alma, com todas
as qualidades e dotes próprios da alma dos bem-aventurados e igualmente com
todas as qualidades próprias dos corpos gloriosos.
Se
entende melhor tudo ao recordar:
1.
Maria foi
isenta de pecado original e atual.
2.
Teve a
plenitude da graça.
Fundamentos
deste dogma:
Desde
os primeiros séculos foi um sentir unânime da fé do povo do Deus, dos cristãos.
Os Santos Padres e Doutores manifestaram sua fé nesta verdade:
·
São João
Damascemo (séc. VII): "Convinha que
aquela que no parto havia conservado a íntegra de sua virgindade, conservasse
sem nenhuma corrupção seu Corpo, depois da morte."
·
São
Germano de Constantinopla (séc. VII): "Assim
como um filho busca estar com a própria Mãe, e a Mãe anseia viver com o
filho, assim foi justo também que Tu, que amavas com um coração materno a Teu
Filho, Deus, voltasses a Ele."
Portanto,
o fundamento deste dogma se depreende e é conseqüência dos anteriores.
Em
sentido próprio é a integridade física dos órgãos reprodutivos. Muitas
vezes a virgindade de Maria foi atacada pelos hereges. É verdade da fé católica
que Nossa Senhora ficou perfeitamente sempre virgem, antes do parto, no parto e
depois do parto.
No Símbolo apostólico se diz: "Nascido de Maria Virgem"; nas antigas
liturgias é freqüente o titulo de Maria sempre virgem. No Concílio Romano do
ano 649 se defini Maria Imaculada, sempre virgem, que concebeu sem concurso de
homem e ficou também intacta depois do parto.
Na Sagrada Escritura temos a famoso trecho de Isaías 7, 14: "Eis que uma
virgem conceberá e dará a luz a um filho e o chamará Deus conosco". O
texto é certamente messiânico e portanto a Virgem é Maria. No Evangelho
cita-se esta profecia (Mt. 1, 18-23) e se conta com exatas palavras o nascimento
virginal de Jesus, por obra do Espirito Santo. Os Padres da Igreja, no trecho de
Ez. 44,2 veja a virgindade de Maria depois do parto: "este pórtico ficará
fechado. Não se abrirá e ninguém entrara por ele, porque por ele entrara
Iahweh, o Deus de Israel, pelo que permanecera fechado".
Toda a Tradição e concorde em defender a virgindade perpetua de Maria: Santo
Agostinho afirma: "A Virgem concebeu, a Virgem ficou gravida, a Virgem deu
a luz, a Virgem é virgem perpetua". A razão teológica deste dogma é
clara e tão simples, ela esta na divindade do Verbo e na maternidade de Maria,
ao qual repugnou toda a corrupção.
A
IGREJA FOI FUNDADA PELO DEUS E HOMEM, JESUS CRISTO
por: Dercio Antonio Paganini
A
Constituição Dogmática sobre a Igreja, aprovada pelo Concílio do Vaticano I
(1869-1870), sob o papa Pio IX (1846-1878), declara:
·
"Determinamos
proclamar e declarar desta cátedra de Pedro... O Pastor eterno e guardião de
nossas almas para converter em perene a obra salutar da Redenção decretou
edificar a Santa Igreja, na qual, como casa do Deus Vivo, todos os fiéis
estejam unidos pelo vínculo da fé e caridade...".
Pio
X, contra os erros modernistas declarou:
·
"A
Igreja foi fundada de modo rápido e pessoal por Cristo Verdadeiro e Histórico
durante o tempo de sua vida sobre a terra..." (Dz. 2145).
Isto
quer dizer que Cristo fundou a Igreja, que Ele estabeleceu os fundamentos
substanciais da mesma, no tocante a doutrina, culto e constituição. Os
reformadores ensinaram que Cristo havia fundado uma Igreja invisível. A
Organização jurídica era pura instrução humana.
Sagradas
Escrituras:
·
Mt. 4,18:
Escolhe a doze para "que Lhe
acompanhem e enviá-los a pregar...", "...com poder de expulsar demônios..." (Lc 16,13).
·
Ele os
chamou de Apóstolos: enviados, legados; lhes ensinou a pregar (Mc 4,34; Mt
13,52).
·
Lhes deu
o poder de ligar e desligar (Mt 18,7).
·
De
celebrar a Eucaristia (Lc 22,19).
·
De
batizar (Mt 28,19).
CRISTO
CONSTITUIU O APÓSTOLO SÃO PEDRO COMO PRIMEIRO ENTRE
OS APÓSTOLOS E COMO CABEÇA VISÍVEL DE TODA IGREJA, CONFERINDO-LHE IMEDIATA E
PESSOALMENTE O PRIMADO DE JURISDIÇÃO
por: Dercio Antonio Paganini
Diz
o Concílio de Florença (1438-1445), sob Eugênio IV (1431-1447), pela bula
"Etentur coeli", de 6 de Julho de 1439:
·
"Definimos
que todos os cristãos devem crer e receber esta verdade de fé... que a Sé
Apostólica e o Pontífice Romano é o sucessor do bem-aventurado Pedro e tem o
primado sobre todo rebanho..." (Dz. 694).
Afirma
também o Concílio Vaticano I (1869-1870), na Constituição dogmática sobre a
Igreja de Cristo:
·
"Se
alguém disser que o bem-aventurado Pedro Apóstolo, não foi constituído por
Jesus Cristo nosso Senhor, como príncipe de todos os Apóstolos e cabeça visível
de toda a Igreja, seja excomungado." (Dz. 1823).
Sagradas
Escrituras:
·
Mt 16,
17-19: "Bem-aventurado és tu Simão...e
Eu te digo, que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei Minha Igreja e as
portas do inferno não prevalecerão contra ela; Eu te darei as chaves do reino
dos céus, e tudo quanto ligares na terra...".
·
Jo
21,15-17: "Apascenta Meus
cordeiros...".
Depois
da Ascensão, Pedro exerceu seu primado, dispondo a eleição de Matias (cf. At
1,15: "Naqueles dias, Pedro se pôs
em pé no meio dos irmãos...").
Primado
significa preeminência e primado de jurisdição; consiste na posse da plena e
suprema autoridade legislativa, judicial e punitiva. A Cabeça invisível da
Igreja é Cristo, mas o sucessor de Pedro faz as vezes de Cristo no governo
exterior da Igreja militante, e é portanto, vigário de Cristo na terra.
O
PAPA POSSUI O PLENO E SUPREMO PODER DE JURISDIÇÃO SOBRE TODA A IGREJA, NÃO
SOMENTE EM COISAS DE FÉ E COSTUMES, MAS TAMBÉM NA DISCIPLINA E GOVERNO DA
IGREJA
por: Dercio Antonio Paganini
Ensina
o Concílio Vaticano I (1869-1870), sob Pio IX (1846-1878):
·
"Se
alguém disser que o Pontífice Romano tem apenas o dever de inspeção e direção,
mas não pleno e supremo poder de jurisdição sobre a Igreja universal, não só
nas matérias que pertencem à fé e aos costumes, mas também naquelas de
regime e disciplina da Igreja...seja excomungado" (Dz. 1831 cf. Dz. 1827).
Conforme
esta declaração, o poder do Papa é:
1.
De
Jurisdição:
verdadeiro poder de governo que é potestade: legislativa, jurídica (litigiosa)
e coercitiva.
2.
Universal:
se estende a todos os pastores e fiéis da Igreja em matéria de ensinamento e
governo.
3.
Supremo:
nenhum outro sujeito possui o poder igual ou maior. Por isto, a coletividade de
todos os Bispos não está acima do Papa.
4.
Pleno:
o Papa pode resolver por si mesmo
qualquer assunto que caia dentro da jurisdição eclesiástica sem nada requerer
dos Bispos nem de toda a Igreja.
5.
Ordinário:
é ligado com seu ofício em virtude de uma ordenação divina e não foi
delegado por nenhum superior em jurisdição.
6.
Episcopal:
o Papa é ao mesmo tempo bispo universal
de toda a Igreja e da diocese de Roma.
7.
Imediato:
pode exercer sem instância prévia sobre os Bispos e fiéis. Por este poder do
Papa de tratar livremente com todos os bispos e fiéis da Igreja, se condena
toda a ordenação do poder civil que subordinam a comunicação oficial com a
Santa Sé a um controle civil e fazem depender a obrigatoriedade das disposições
pontifícias a uma boa visão das autoridades civis. (Dz. 1829)
O
PAPA É INFALÍVEL SEMPRE QUE SE PRONUNCIA EX
CATEDRA
por: Dercio Antonio Paganini
Ensina
o Concílio Vaticano I (1869-1870), sob Pio IX (1846-1878), na Sessão IV de 18
Julho 1870:
·
"...ensinamos
e definimos ser dogma divinamente revelado que o Pontífice Romano, quando fala ex
catedra, isto é, quando cumprindo seu
cargo de pastor e doutor de todos os cristãos, define por sua suprema
autoridade apostólica que uma doutrina sobre a fé e costumes deve ser
sustentada pela Igreja universal, pela assistência divina que lhe foi prometida
na pessoa de Pedro, goza daquela infalibilidade que o Redentor divino quis que
estivera provisionada sua Igreja na definição sobre a matéria da fé e
costumes, e portanto, as definições do Bispo de Roma são irreformáveis por
si mesmas e não por razão do consentimento da Igreja." (Dz. 1839; Dz.
466-694).
Para
compreender este dogma, convém ter na lembrança:
1.
Sujeito
da infalibilidade
é todo o Papa legítimo, em sua qualidade de sucessor de Pedro e não outras
pessoas ou organismos (ex.: congregações pontificais) a quem o Papa confere
parte de sua autoridade magistral.
2.
Objeto
da infalibilidade
são as verdades de fé e costumes, reveladas ou em íntima conexão com a
revelação divina.
3.
Condição
da infalibilidade
é que o Papa fale ex
catedra:
a.
Que
fale como pastor e mestre de todos os fiéis fazendo uso de sua suprema
autoridade.
b.
Que
tenha a intenção de definir alguma doutrina de fé ou costume para que seja
acreditada por todos os fiéis. As encíclicas pontificais não são definições
ex catedra.
4.
Razão
da infalibilidade
é a assistência sobrenatural do Espírito Santo, que preserva o supremo mestre
da Igreja de todo erro.
5.
Conseqüência
da infalibilidade
é que a definição ex catedra dos
Papas sejam por si mesmas irreformáveis, sem a intervenção ulterior de
qualquer autoridade.
Sagradas
Escrituras:
·
"a
ti darei as chaves do Reino..." (Mt 16,18).
·
"apascenta
Minhas ovelhas"
(Jo 21,15-17).
·
"Eu
roguei por ti, para que tua fé não desfaleça ... confirma a teus irmãos"
(Lc 22,31).
Para
poder cumprir com a função de ordenar eficazmente, é necessário que os Papas
gozem de infalibilidade em matéria de fé e costumes.
A
IGREJA É INFALÍVEL QUANDO FAZ DEFINIÇÃO EM MATÉRIA DE FÉ E COSTUMES
por: Dercio Antonio Paganini
Declara
o Concílio Vaticano I (1869-1870), sob Pio IX (1846-1878):
·
"O
pontífice Romano quando fala ex
catedra... possui aquela infalibilidade
que o Divino Salvador quis que estivesse dotada sua Igreja quando definisse algo
em matéria de fé e costumes" (Dz. 1839).
O
Concílio Vaticano I, na definição da infalibilidade do Papa, pressupõe a
infalibilidade da Igreja. São contrários a este dogma os que, ao rechaçar a
hierarquia (Papa), rechaçam também o Magistério da autoridade da Igreja.
Sagradas
Escrituras:
·
A razão
intrínseca da infalibilidade da Igreja se apoia na assistência do Espírito
Santo, que Cristo prometeu a Seus Apóstolos para desempenho de sua missão de
ensinar em Jo 14,16: "Eu rezarei ao
Pai e os darei outro Advogado que estará convosco para sempre. O Espírito da
Verdade."
·
Cristo
exige a obediência absoluta à fé e faz depender disto a salvação eterna em
Mc 16,16: "Aquele que crer se salvará...e
aquele que no crer se condenará." e em Lc 10,16: "Aquele
que a vós ouve a Mim ouve; Aquele que a vós deprecia, a Mim deprecia".
Os
Apóstolos e seus sucessores (a Igreja) se acham livres do perigo de errar ao
pregar a fé (Dz. 1793-1798).
Estão
sujeitos à infalibilidade:
1.
O Papa,
quando fala ex catedra.
2.
O
episcopado pleno, com o Papa cabeça do episcopado, é infalível quando reunido
em concílio universal ou disperso pelo rebanho da terra, ensina e promove uma
verdade de fé ou de costumes para que todos os fiéis a sustentem.
·
Obs:
cada Bispo em particular não é infalível ao anunciar a verdade revelada (ex.:
Nestório caiu em erro e heresia). Mas cada bispo em sua diocese, por razão de
seu cargo, é mestre autorizado da verdade revelada enquanto esteja em comunhão
com a Sé Apostólica e professe a doutrina universal da Igreja.
O
BATISMO É VERDADEIRO SACRAMENTO INSTITUÍDO POR JESUS CRISTO
por: Dercio Antonio Paganini
O
Concílio de Trento (1545-1563), sob Paulo III (1534-1549), afirma:
·
"Se
alguém disser que os Sacramentos da Nova Lei não foram instituídos por Jesus
Cristo, a saber: Batismo, Confirmação... e que algum destes não é verdadeira
e propriamente Sacramento, seja excomungado."
Sagradas
Escrituras:
·
Cristo
explica a Nicodemos a essência e necessidade do Batismo, em Jo 3,5: "Aquele
que não nascer pela água e pelo Espírito não entrará no Reino de
Deus".
·
Antes de
subir aos céus, ordenou a Seus Apóstolos que batizassem a todas as pessoas,
cf. Mt 28,19: "Me foi dado todo poder
no céu e na terra; ide então e ensinai todas as pessoas, batizando-as em nome
do Pai, do Filho e do Espírito Santo".
Escreve
São Boaventura:
·
"O
Batismo foi instituído, quanto a sua matéria, quando Cristo se fez batizar, e
quanto à sua forma quando o Senhor ressuscitou e nos deu essa forma (cf. Mt.
28,19); quanto a seu efeito: quando Jesus padeceu, pela paixão, o Batismo
recebe toda sua virtude, e a seu fim, quando predisse sua necessidade e suas
vantagens: 'Respondeu Jesus: -Em verdade, em verdade vos digo, aquele que não
nascer da água e do Espírito não entrará no Reino de Deus' (cf. Jo
3,5)."
O
Batismo pela água pode ser substituído, em caso legítimo, pelo Batismo de
Sangue.
A CONFIRMAÇÃO É VERDADEIRO E PRÓPRIO SACRAMENTO
por: Dercio Antonio Paganini
O
Concílio de Trento (1545-1563), sob Paulo III (1534-1549), diz:
·
"Se
alguém disser que a Confirmação dos batizados é cerimônia ociosa, e não um
verdadeiro e próprio Sacramento..., seja excomungado." (Dz. 871).
Diz
São Tomás de Aquino:
·
"Este
Sacramento concede aos batizados a fortaleza do Espírito Santo para que se
consolidem interiormente em sua vida sobrenatural e confessem exteriormente com
valentia sua fé em Jesus Cristo.
Sagradas
Escrituras:
·
Jesus
promete enviar o Espírito e se cumpre no dia de Pentecostes: "Ficaram
todos cheios do Espírito Santo" (At 2,4).
·
"Pedro
e João são enviados à Samaria, para que recebam ao Espírito Santo, pois
ainda não havia vindo sobre nenhum deles" (At 8,14).
·
"E
impondo-lhes Paulo suas mãos, desceu sobre eles o Espírito Santo"
(At 19,6).
Os
Apóstolos eram conscientes que efetuavam um rito sacramental, consistente na
imposição das mãos e a oração que tinha como efeito a comunicação do Espírito
Santo.
A
IGREJA RECEBEU DE CRISTO O PODER DE PERDOAR OS PECADOS COMETIDOS APÓS O BATISMO
por: Dercio Antonio Paganini
Define
o Concílio de Trento (1545-1563), sob Júlio III (1550-1565):
·
"...foi
comunicada aos Apóstolos e a seus legítimos sucessores o poder de perdoar e de
reter os pecados para reconciliar aos fiéis caídos depois do Batismo."
(Com. 3; Dz. 894.).
Sagradas
Escrituras:
·
Mt 16,19:
"Eu te darei as chaves do reino de os
céus." - O possuidor das chaves do Reino dos céus tem a plena
potestade para admitir ou excluir qualquer pessoa deste Reino.
·
Jo 20,21:
"... a quem perdoares os pecados,
lhes serão perdoados, a quem não perdoares, lhes serão retidos...".
Assim
como Jesus tinha perdoado os pecados durante sua vida terrena (cf. Mt 9,2; Mc
2,5; Lc 5,20), assim também agora participa a seus Apóstolos esse poder de
perdoar. As palavras de Jesus Cristo se referem ao perdão real dos pecados pelo
Sacramento da Penitência (Dz. 913).
O
poder de perdoar não foi concedido aos Apóstolos como carisma pessoal, mas sim
à Igreja como instituição permanente para passá-lo aos sucessores dos Apóstolos.
A
CONFISSÃO SACRAMENTAL DOS PECADOS ESTÁ PRESCRITA POR DIREITO DIVINO E É
NECESSÁRIA PARA A SALVAÇÃO
por: Dercio Antonio Paganini
Diz
o Concílio de Trento (1545-1563), sob Júlio III (1550-1555):
·
"Se
alguém disser que a Confissão Sacramental não foi instituída ou não é
necessária para a salvação, por direito divino, ou disser que o modo de
confessar secretamente apenas com o sacerdote, como a Igreja Católica sempre
observou desde o princípio e segue observando, é alheio à instituição e
mandato de Cristo e é uma intervenção humana, seja excomungado." (Dz. 916).
Os
reformadores, negaram que a Confissão particular dos pecados fosse de instituição
Divina e necessária para a salvação.
Sagradas
Escrituras:
·
Não se
expressa diretamente a instituição Divina da Confissão particular mas se
deduz: o poder para reter ou perdoar não se pode exercer devidamente se aquele
que possui tal poder não conhece a culpa da disposição do penitente. Para ele
é necessário que o penitente se acuse.
O Papa Leão Magno, contra os abusos da confissão pública
declarou: "basta indicar a culpa da
consciência apenas aos sacerdotes mediante confissão secreta." (Dz.
145).
A EUCARISTIA É VERDADEIRO SACRAMENTO INSTITUÍDO POR CRISTO
por: Dercio Antonio Paganini
O
Concílio de Trento (1545-1563), sob Paulo III (1534-1549), expressa:
·
"Se
alguém disser que os Sacramentos da nova Lei não foram instituídos todos por
Jesus Cristo, e que são sete: Batismo, Eucaristia... e que algum destes não é
verdadeiro e propriamente Sacramento, seja excomungado."
Sagradas
Escrituras:
·
O feito
de que Cristo instituiu a Eucaristia se vê em suas palavras: "Fazei
isto em memória de Mim..." (Lc 22,19). Nelas se cumprem todas as notas
essenciais da definição do Sacramento:
·
A matéria:
o pão e vinho.
·
A forma:
as palavras da consagração.
·
A graça
interna: indicada e produzida pelo signo é a união com Cristo e a vida eterna:
1.
"Quem
come Minha Carne e bebe Meu Sangue permanece em Mim e Eu nele"
(Jo 6,56).
2.
"Aquele
que come Minha Carne e bebe Meu Sangue tem a vida eterna."
(Jo 6,54).
CRISTO ESTÁ PRESENTE NO SACRAMENTO DO ALTAR PELA
TRANSUBSTANCIAÇÃO DE TODA A SUBSTÂNCIA DO PÃO EM SEU CORPO E TODA SUBSTÂNCIA
DO VINHO EM SEU SANGUE
por: Dercio Antonio Paganini
O
Concílio de Trento (1545-1563), sob Júlio III (1550-1555), declara:
·
"Se
alguém disser que no sacrossanto Sacramento da Eucaristia permanece as substâncias
do pão e do vinho, juntamente com o Corpo e o Sangue de nosso Senhor Jesus
Cristo, e negar aquela maravilhosa e singular conversão de toda a substância
do pão e do vinho em Corpo e Sangue, permanecendo apenas as espécies de pão e
vinho, conversão essa que a Igreja muito corretamente chama 'Transubstanciação',
seja excomungado." (Dz. 884-877).
"Transubstanciação"
é uma conversão no sentido passivo; é o trânsito de uma coisa a outra.
Cessam as substâncias de Pão e Vinho, pois sucedem em seus lugares o Corpo e o
Sangue de Cristo. A Transubstanciação é uma conversão milagrosa e singular
diferente das conversões naturais, porque não apenas a matéria como também a
forma do pão e do vinho são convertidas; apenas os acidentes permanecem sem
mudar: continuamos vendo o pão e o vinho, mas substancialmente já não o são,
porque neles está realmente o Corpo, o Sangue, Alma e Divindade de Cristo.
Sagradas
Escrituras:
·
Mc 14,22:
"Tomai, este é Meu Corpo...".
·
Lc 22,19:
"Tomou o pão, e dando graças o deu
a seus discípulos dizendo: Este é Meu Corpo...".
A
UNÇÃO DOS ENFERMOS É VERDADEIRO E PRÓPRIO SACRAMENTO INSTITUÍDO POR CRISTO
por: Dercio Antonio Paganini
O
Concílio de Trento (1545-1563), sob Júlio III (1550-1555), declara:
·
"Se
alguém disser que a Extrema Unção não é verdadeira e propriamente um
Sacramento instituído por Cristo, nosso Senhor, e promulgado pelo
bem-aventurado São Tiago Apóstolo, mas apenas um rito aceito pelos Padres ou
uma invenção humana, seja excomungado." (Dz. 926).
Pio
X condenou a sentença modernista que pretende que o Apóstolo São Tiago tenha,
em sua carta, apenas recomendado uma prática piedosa (Dz. 2048).
Sagradas
Escrituras.
·
Mc 6,13: "Expulsavam
muitos demônios e ungiam com azeite a muitos enfermos e os curavam".
·
Tg 5,14: "Existe
algum enfermo entre nós? Façamos a unção do mesmo em nome do Senhor..."
Esta
última passagem expressa as notas essenciais do Sacramento:
1.
Sinal
exterior da graça: óleo.
2.
Matéria
e forma: oração dos presbíteros.
3.
Efeito
interior da graça expresso no perdão dos pecados.
4.
A
instituição por Cristo: "no nome do
Senhor", "por encargo e
autoridade do Senhor." cf. Tg 5,10.
A
ORDEM É VERDADEIRO E PRÓPRIO SACRAMENTO INSTITUÍDO POR CRISTO
por: Dercio Antonio Paganini
O
Concílio de Trento 1545-1563, sob Pio IV (1559-1565), afirma:
·
"Se
alguém disser que no Novo Testamento não existe um sacerdócio visível e
externo, ou que não se dá poder algum de consagrar e oferecer o verdadeiro
Corpo e Sangue do Senhor e de perdoar os pecados, mas sim, apenas o dever e mero
ministério de pregar o Evangelho...seja excomungado." (Dz. 961).
Como
se vê, existe na Igreja um sacerdócio visível e externo: "Se alguém disser que na Igreja católica não existe uma
hierarquia instituída por ordenação Divina, que consta de Bispos, Presbíteros
e Ministros, seja excomungado." (Dz. 966). E é uma hierarquia instituída
por ordenação divina.
Sagradas
Escrituras:
·
At 6,6: "Os
quais (7 varões) foram apresentados aos Apóstolos, os quais, orando, lhes
impuseram as mãos" - Instituição dos diáconos.
·
At 14,22:
"Os constituíram presbíteros pela
imposição das mãos".
O
MATRIMÔNIO É VERDADEIRO E PRÓPRIO SACRAMENTO INSTITUÍDO POR CRISTO
por: Dercio Antonio Paganini
O
Concílio de Trento (1545-1563), sob Pio IV (1559-1565), declara:
·
"Se
alguém disser que o matrimônio não é verdadeiro e propriamente um dos sete
Sacramentos da Lei do Evangelho, e instituído por Cristo Senhor, mas sim
inventado pelos homens da Igreja, e que não confere a graça, seja
excomungado"
(Dz. 971).
Sagradas
Escrituras:
·
Mt 19,6: "Assim,
pois, já não são dois, mas apenas uma só carne".
·
Gn 2,23: "Pelo
qual, abandonará o homem a seu pai e a sua mãe, e se juntará a sua mulher, e
serão dois em uma só carne".
·
Mc 10,9: "O
que Deus uniu o homem não o separe".
·
Ef 5,32: "Este
Sacramento é grande mas em Cristo e na Igreja".
O
Matrimônio, como instituição natural, é de origem divina. Deus criou os
seres humanos varão e fêmea (cf. Gn. 1,27) e depositou na mesma natureza
humana o instinto de procriação. Deus abençoou o primeiro casal e lhes
ordenou que se multiplicassem: "crescei
e multiplicai, e povoai a terra" (Gn 1,28).
Cristo
restaurou o matrimônio instituído e bendito por Deus, fazendo que recobrasse
seu primitivo ideal da unidade e indissolubilidade e elevando-o a dignidade de
Sacramento.
A
MORTE E SUA ORIGEM
por: Dercio Antonio Paganini
A
morte, na atual ordem de salvação, é conseqüência primitiva do pecado. O
Concílio de Trento (1545-1563), sob Paulo III (1534-1549), ensina:
·
"Se
alguém não confessa que o primeiro homem, Adão, ao transgredir o mandamento
de Deus no paraíso, perdeu imediatamente a Santidade e Justiça em que havia
sido constituído e incorreu por ofensa... na morte com que Deus antes havia
amenizado... que toda pessoa de Adão foi mudada para pior, seja
excomungado."
Ainda
que o homem seja mortal por natureza, já que seu ser é composto de partes
distintas, por revelação sabemos que Deus dotou o homem, no paraíso, do Dom
pré-natural da imortalidade do corpo. Mas por castigo, ao quebrar a ordem
Divina, ficou condenado a morrer.
Sagradas
Escrituras:
·
Gn 2,17: "Adão
havia sido ameaçado: 'O dia que comeres daquele fruto, morrerás...'".
·
Rm 5,12: "Por
um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte..."
O
CÉU (PARAÍSO)
por: Dercio Antonio Paganini
As
almas dos justos que no instante da morte se acham livres de toda culpa e pena
de pecado entram no céu. Benedito XII (1334-1342), pela Constituição
"Benedictus Deus", de 29 de Janeiro de 1336, proclama:
·
"Por
esta constituição que há de valer para sempre e por autoridade apostólica
definimos... que segundo a ordenação de Deus, as almas completamente
purificadas entram no céu e contemplam imediatamente a essência divina,
vendo-a face a face, pois a referida Divina essência lhes é manifestada
imediata e abertamente, de maneira clara e sem véus, e as almas em virtude
dessa visão e esse gozo, são verdadeiramente ditosas e terão vida eterna e
eterno descanso"
(Dz. 530).
Também
o Símbolo apostólico declara: "Creio
na vida eterna" (Dz. 6 e 9).
Sagradas
Escrituras:
·
Jesus
representa a felicidade do céu sob a imagem de um banquete de bodas: "...enquanto
iam comprá-lo, chegou o noivo, e as que estavam preparadas entraram com o noivo
ao banquete de boda, e a porta foi fechada" (Mt. 25,10).
·
A condição
para alcançar a vida eterna é conhecer a Deus e a Cristo: "Esta
é a vida eterna, que te conheçam a Ti, único Deus verdadeiro e a Teu enviado
Jesus Cristo." (Jo 17,3).
·
"Bem-aventurados
os limpos de coração porque eles verão a Deus." (Mt 5,8).
·
"Nem
o olho viu e nem o ouvido ouviu segundo a inteligência humana, o que Deus
preparou para os que Lhe amam."
(1Cor 2,9).
·
A vida
eterna consiste na visão de Deus: "Seremos
semelhantes a Ele porque O veremos tal qual é..." (Jo 5,13).
Os
atos que integram a felicidade celestial são de entendimento, e este por um Dom
sobrenatural "lumen gloriae" é capacitado para o ato da visão de
Deus (Sl 35,10; Ap 22,5) de amor e gozo.
O
INFERNO
por: Dercio Antonio Paganini
As
almas dos que morrem em estado de pecado mortal vão ao inferno. Benedito XII
(1334-1342), na Constituição "Benedictus Deus", de 29.01.1336,
declara:
·
"Segundo
a comum ordenação de Deus, as almas dos que morrem em pecado mortal,
imediatamente depois da morte, baixam ao inferno, onde são atormentadas com
suplícios infernais." (Dz. 531).
O
inferno é um lugar de eterno sofrimento onde se acham as almas dos réprobos.
Negam a existência do inferno aqueles que não acreditam na imortalidade
pessoal (materialismo).
Sagradas
Escrituras:
·
Jesus
ameaça com o castigo do inferno: "Se
teu olho direito é causa de pecado, retira-o e afasta-o de ti; muito mais te
convém que percas um de teus membros do que tenhas todo o corpo jogado na geena..."
(Mt 5,29).
·
"E
não temais aos que matam o corpo e não podem atingir a alma; temais bem mais
àquele que pode levar a alma e o corpo à perdição, destinando-os à geena..."
(Mt 10,28).
·
"Ai
de vós, escribas e fariseus hipócritas, que percorreis mar e terra para fazer
um prosélito, e quando chegais a fazê-lo, o fazeis filho da condenação ao
dobro de vós mesmos!"
(Mt 23,15).
·
Trata-se
de fogo eterno: "Então dirá também
aos de sua esquerda: 'Afastai-vos de mim, malditos, ao fogo eterno preparado
para o diabo e seus anjos...'" (Mt 25,41).
·
E de
suplicio eterno: "E irão estes a um
castigo eterno, e os justos a uma vida eterna." (Mt 25,46).
·
São
Paulo, em 2Ts 1,9, afirma: "Serão
castigados à eterna ruína, longe da face do Senhor e da glória de Seu
poder..."
São
Justino, funda o castigo do inferno na idéia da Justiça Divina, a qual não pode deixar impune aos transgressores
da Lei.
O
PURGATÓRIO
por: Dercio Antonio Paganini
As
almas dos justos que no instante da morte estão agravadas por pecados veniais
ou por penas temporais devidas pelo pecado vão ao purgatório. O purgatório é
estado de purificação. O II Concílio de Leão (1274), sob Gregório X
(1271-1276), afirma:
·
"As
almas que partiram deste mundo em caridade com Deus, com verdadeiro
arrependimento de seus pecados, antes de ter satisfeito com verdadeiros frutos
de penitência por seus pecados de atos e omissão, são purificadas depois da
morte com as penas do purgatório..." (Dz. 464).
Sagradas
Escrituras:
Ensinam
indiretamente a existência do purgatório concedendo a possibilidade da
purificação na vida futura.
·
Os judeus
oraram pelos caídos, aos quais se haviam encontrado objetos consagrados aos ídolos,
afim de que o Senhor perdoasse seus pecados: "Por isso mandou fazer este sacrifício expiatório em favor dos
mortos para que ficassem liberados do pecado..." (2Mc 12,46).
·
"Quem
falar contra o Espirito Santo não será perdoado nem neste tempo nem no
vindouro...".
Para
São Gregório Magno, esta última frase indica que as culpas podem ser
perdoadas neste mundo e também no futuro. A existência do Purgatório se prova
especulativamente pela Santidade e Justiça de Deus. Esta exige que apenas as
almas completamente purificada sejam exibidas no céu; Sua Justiça reclama que
sejam pagos os restos de penas pendentes, e por outro lado, proíbe que as almas
unidas em caridade com Deus, sejam atiradas ao inferno. Por isso se admite um
estado intermediário que purifique e de duração limitada.
O
FIM DO MUNDO E A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
por: Dercio Antonio Paganini
No
fim do mundo, Cristo, rodeado de majestade, virá de novo para julgar os homens.
O Símbolo Niceno-Constantinopolitano, aprovado pelo I Concílio de
Constantinopla (381), sob São Dâmaso (366-384), declara:
·
"...e
outra vez deverá vir com glória para julgar aos vivos e aos mortos... "
(Dz. 86).
Sagradas
Escrituras:
·
Jesus
predisse muitas vezes sua segunda vinda: "porque
o Filho do homem há de vir na glória de Seu Pai, com seus anjos, e então cada
um pagará segundo sua conduta..." (Mt 16,27).
·
"Porque
quem se envergonhar de Mim e de Minhas palavras nesta geração adúltera e
pecadora, também o Filho do Homem dele se envergonhará quando vier na glória
de Seu Pai com os Santos Anjos..." (Mc 8,38; Lc. 9,26).
·
"O
Filho do homem há de vir na glória de Seu Pai com Seus anjos, e então julgará
a cada um segundo suas obras..."
(Mt 24,30; cf. Dn 7,13).
·
"A
finalidade da Segunda vinda será ressuscitar os mortos e dar a cada um o que
merece..."
(2Ts 1,8).
·
"Por
isso devemos ser encontrados 'irrepreensíveis'..." (1Cor 1,8; 1Ts 3,13).
Sinais
precursores da segunda vinda:
1.
Pregação
do Evangelho por todo o mundo: "Esta
Boa Nova do Reino deverá ser proclamada no mundo inteiro, para dar testemunho a
todas as nações. E então, virá o fim..." (Mt 21,14). "E
é preciso que antes seja proclamada a Boa Nova a todas as nações..."
(Mc 13,10).
2.
A conversão
dos judeus: "Então não quero que
ignoreis, irmãos, este mistério, que não ocorra que vos presumais de sábios,
o amadurecimento parcial que sobreveio a Israel, perdurará até entre a
totalidade dos gentios, e assim todo Israel será salvo, como diz a Escritura:
Virá de Sion o Libertador, afastará de Jacó as impiedades. E esta será Minha
Aliança com eles quando tenham apagado seus pecados... " (Rm 11,25-27;
totalidade moral).
3.
A
apostasia da fé: "Jesus lhes
respondeu: Olhai para que ninguém vos engane, porque virão muitos usurpando
Meu nome e dizendo 'Eu sou o Cristo', e enganarão a muitos..." (Mt
24,4; falsos profetas). "Que ninguém
os engane de nenhuma maneira. Primeiro deverá vir a apostasia e manifestar-se o
homem ímpio, o filho de perdição, o adversário que se eleva sobre tudo o que
leva o nome de Deus, ou é objeto de culto, até o extremo de sentar-se ele
mesmo no Santuário de Deus e proclamar que ele mesmo é Deus..." (2Ts
2,3; apostasia da fé Cristã).
4.
Antes da
apostasia, manifestar-se-á o Anticristo: "Antes
da apostasia, se manifestará o homem com iniquidade..." (2Ts 2,3;
pessoa determinada a ser o instrumento de Satã).
5.
Grandes
calamidades: enchentes, calamidades ou catástrofes naturais serão o prelúdio
da vinda do Senhor: "Imediatamente
depois da tribulação daqueles dias, o sol se escurecerá, a lua não dará seu
resplendor, as estrelas cairão do céu e as forças dos céus serão
sacudidas..." (Mt 24,29, cf. Is 13,10: "Quando as estrelas do céu e a constelação de Orion já não
iluminarem, e o sol estiver obscurecido, e não brilhe a luz da lua...").
A
RESSURREIÇÃO DOS MORTOS NO ÚLTIMO DIA
por: Dercio Antonio Paganini
É
declarado pelo Símbolo "Quicumque" (chamado também
"Atanasiano"). De fato, este símbolo alcançou tanta autoridade na
Igreja, ocidental como oriental, que entrou no uso litúrgico e deve ser tida
por verdadeira a definição de fé:
·
"...É
pois, a fé certa que cremos e confessamos que ... e à Sua vinda, todos os
homens deverão ressuscitar com seus corpos..." (Dz. 40).
Também
o Símbolo Apostólico confessa: "creio
... na ressurreição da carne..."
Sagradas
Escrituras:
·
Jesus
contesta aos saduceus: "na ressurreição
nem se casarão nem se darão em casamento, pois serão como anjos..."
(Mt 22,29).
·
"E
sairão, os que tiveram bons trabalhos, para a ressurreição da vida, e os que
trabalharam mal, para a ressurreição do juízo..." (Mt 22,29).
·
"Aos
que crêem em Jesus e comem de Seu corpo e bebem de Seu sangue, Ele lhes promete
a ressurreição..." (Jo 6,39).
·
"Eu
sou a ressurreição e a vida..." (Jo 11,25).
A
razão iluminada pela fé prova a conveniência da ressurreição:
1.
Pela
perfeição da Redenção obrada por Cristo.
2.
Pela
semelhança que tem com Cristo os membros de seu Corpo místico.
3.
O Corpo
humano Santificado pela Graça, especialmente pela Eucaristia.
O
JUÍZO UNIVERSAL
por: Dercio Antonio Paganini
Cristo,
depois de seu retorno, julgará a todos os homens. É o que expressa o Símbolo
"Quicumque":
·
É,
pois a fé certa que cremos e confessamos que ... dali haverá de vir a julgar
os vivos e os mortos..."
Sagradas
Escrituras:
·
Jesus
toma a miúdo como motivo de sua pregação o dia do juízo: "por isso vos digo que no dia do Juízo haverá menos rigor para
Tiro e Sidon que para vós..." (Mt 11, 22).
·
"O
Filho do homem há de vir em toda glória de seu Pai, com seus anjos, e então
julgará a cada uno segundo sus obras." (Mt 16,27).
·
"Jesus
Cristo foi instituído por Deus como juiz dos vivos e dos mortos."
(At 10,42).