ANO SaCERDOTAL - 19.junho.2009/19.JUNHO.2010

"FIDELIDADE DE cRISTO, FIDELIDADE DO SACERDOTE"

PAPA ABRE ANO SACERDOTAL: IGREJA PRECISA DE MINISTROS QUE AJUDEM FIÉIS A EXPERIMENTAR AMOR MISERICORDIOSO DO SENHOR

Cidade do Vaticano, 19 jun (RÁDIO VATICANO) - Nesta sexta-feira – solenidade do Sagrado Coração de Jesus e Dia de Santificação dos Sacerdotes - Bento XVI presidiu, na Basílica de São Pedro, às segundas Vésperas. Com essa celebração, o Santo Padre abriu o Ano Sacerdotal por ele convocado, por ocasião dos 150 anos de morte do Santo Cura D'Ars – João Maria Vianney – patrono dos párocos, que ele proclamará patrono de todos os sacerdotes.

A celebração foi precedida, às 17h30 locais, por um discurso do secretário da Congregação para o Clero, Dom Mauro Piacenza. Em seguida, teve lugar a procissão com a Relíquia do Santo Cura D'Ars – o seu coração – saindo da Capela da Piedade até o altar da Confissão e a Capela do Coro.

A procissão foi conduzida pelo arcipreste da Basílica Vaticana, Cardeal Angelo Comastri; pelo prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Claudio Hummes; e pelo bispo de Belley-Ars, Dom Guy Bagnard.

Ao chegar à Basílica Vaticana, o papa foi até a Capela do Coro, onde venerou a Relíquia de São João Maria Vianney. Após a celebração das segundas Vésperas teve lugar a Adoração Eucarística.

O Santo Padre desenvolveu a sua homilia partindo da festa que hoje celebramos – a solenidade do Sagrado Coração de Jesus – contextualizando-a na liturgia do dia. Bento XVI afirmou que no Antigo Testamento se fala 26 vezes do coração de Deus, considerado como o órgão de sua vontade.

Em seguida, o papa evocou uma passagem na qual o tema do coração de Deus se encontra expresso de modo absolutamente claro: o capítulo 11 do livro do profeta Oséias, no qual os primeiros versículos descrevem a dimensão do amor com o qual o Senhor se dirigiu a Israel no alvorecer de sua história: "Quando Israel era um menino, eu o amei e do Egito chamei meu filho" (v 1).

Na realidade – observou o papa – Israel responde com indiferença e até mesmo com ingratidão à incansável predileção divina. "Mas quanto mais eu os chamava, tanto mais eles se afastavam de mim (v 2). Todavia – prosseguiu o pontífice – o Senhor jamais abandona Israel nas mãos dos inimigos, porque o "meu coração se contorce dentro de mim, minhas entranhas comovem-se" – diz o Senhor (v 8).

Na solenidade do Sagrado Coração – frisou o papa – "a Igreja oferece este mistério à nossa contemplação, o mistério do coração de um Deus que se comove e derrama o seu amor sobre a humanidade".

Bento XVI agradeceu a todos aqueles que, respondendo a seu convite, se fizeram presentes na Basílica de São Pedro para a celebração com a qual foi aberto o Ano Sacerdotal.

O papa dirigiu uma saudação particular aos cardeais e bispos presentes, entre os quais, ao prefeito e ao secretário da Congregação para o Clero, respectivamente, Cardeal Claudio Hummes, e Dom Mauro Piacenza.

No Coração de Jesus encontra-se o núcleo essencial do cristianismo, disse o Santo Padre, acrescentando que em Cristo nos foi revelada e oferecida toda a novidade revolucionária do Evangelho: "o Amor que nos salva e nos faz viver desde já na eternidade de Deus".

Referindo-se ao solene início do Ano Sacerdotal por ele convocado por ocasião dos 150 anos da morte do Santo Cura D'Ars, o papa citou a Carta enviada aos sacerdotes para este especial ano jubilar.

O pontífice fez votos de que esta sua missiva seja uma ajuda e encorajamento a fazer deste ano uma ocasião propícia para crescer na intimidade com Jesus, "que conta conosco, seus ministros – ressaltou – para difundir e consolidar o seu Reino".

Em seguida, Bento XVI referiu-se ao Apóstolo dos Gentios, a quem foi dirigia a atenção durante o Ano Paulino que está para se concluir. "Deixar-se conquistar plenamente por Cristo": esta foi a finalidade de toda a vida de São Paulo, recordou o papa, ressaltando que essa foi também a meta de todo o mistério do Santo Cura D'Ars. "Que este seja também o objetivo principal de cada um de nós" – foi a exortação do pontífice.

Em seguida, Bento XVI recordou as "promessas sacerdotais" feitas no dia da ordenação presbiteral e que são renovadas todos os anos, na Quinta-feira Santa, na missa do Crisma.

"Até mesmo as nossas carências, os nossos limites e fraquezas devem reconduzir-nos ao Coração de Jesus" – disse o papa – ressaltando que nada faz a Igreja sofrer tanto quanto os pecados de seus pastores, sobretudo daqueles que se transformam em "ladrões das ovelhas" (Jo 10, 1ss) ou porque as desviam com as suas doutrinas privadas, ou porque as abordam com laços de pecado ou de morte.

"Também para nós, caros sacerdotes – foi a exortação do pontífice – vale o chamado à conversão e ao recurso à Divina Misericórdia, e igualmente devemos dirigir com humildade ao Coração de Jesus o premente pedido de que nos preserve do risco terrível de prejudicar aqueles a quem devemos salvar."

Por fim, Bento XVI recordou que "a Igreja precisa de sacerdotes santos; de ministros que ajudem os fiéis a experimentar o amor misericordioso do Senhor e sejam testemunhas convictas desse amor.

O papa concluiu a homilia da celebração das segundas Vésperas dirigindo-se a Nossa Senhora:

"Que a Virgem Santa, nossa Mãe, nos acompanhe no Ano Sacerdotal que hoje iniciamos, para que possamos ser guias firmes e iluminados para os fiéis que o Senhor confia aos nossos cuidados pastorais."

 

 

 

 

 

 

PUBLICADA CARTA DO SANTO PADRE PARA O ANO SACERDOTAL

Cidade do Vaticano, 18 jun (RÁDIO VATICANO) - O Santo Padre fará, amanhã, a abertura do Ano Sacerdotal, na solenidade do Sagrado Coração de Jesus e Dia de Oração pela Santificação do Clero.

Esta manhã, foi publicada a carta de Bento XVI aos sacerdotes de todo o mundo, para este Ano Sacerdotal. No texto, o papa afirma que o Ano Sacerdotal ajudará a "promover o compromisso de uma renovação interior de todos os sacerdotes, a fim de que eles possam dar um forte e incisivo testemunho evangélico no mundo de hoje".

O papa recorda os 150 anos da morte de São João Maria Vianney, o Cura D'Ars, e propõe aos sacerdotes do mundo inteiro, um percurso simples e concreto, a exemplo desse santo. Bento XVI ressalta que os sacerdotes são dons não somente para a Igreja, mas também para a humanidade. 

O pontífice lembra as fadigas apostólicas, o serviço incansável e silencioso, e a caridade de muitos sacerdotes que se dedicam totalmente a serviço de Deus e do próximo, não obstante as dificuldades, as incompreensões e até mesmo as perseguições que terminam, muitas vezes, com o testemunho do martírio. 

Bento XVI recorda aos sacerdotes, o testemunho cotidiano de São João Maria Vianney na oração, na santa missa e na confissão, e os exorta a terem confiança no sacramento da Penitência, recolocando-o no centro de suas preocupações pastorais.

O Santo Padre confia o Ano Sacerdotal à proteção da Virgem Maria, com as seguintes palavras: "Queridos irmãos sacerdotes, Cristo conta com vocês. Seguindo o exemplo de São João Maria Vianney, deixem-se conquistar por Ele, e vocês serão, no mundo de hoje, mensageiros de esperança, de reconciliação e de paz."

Carta de proclamação do Ano Sacerdotal por ocasião do 150º aniversário do “dies natalis” de João Maria Vianney (16 de junho de 2009)
[Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Polonês, Português]

 

 

19.junho.2009 - início do ano sacerdotal

 

URBIS ET ORBIS

DECRETO

 

Exercícios especiais de piedade, realizados no Ano Sacerdotal promulgado em homenagem a São João Maria Vianney, sejam agraciados com o dom da Santa Indulgência.

 

Estamos próximos do dia em que serão comemorados os 150 anos da piedosa passagem aos céus de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, que neste mundo foi modelo admirável de verdadeiro Pastor a serviço do rebanho de Cristo.

Dado que seu exemplo pode incitar os fiéis, e principalmente os sacerdotes, a imitarem suas virtudes, o Sumo Pontífice Bento XVI estabeleceu que, nesta ocasião, de 19 de junho de 2009 a 19 de junho de 2010, seja celebrado em toda a Igreja um especial Ano Sacerdotal, durante o qual os sacerdotes possam ser cada vez mais fortalecidos na fidelidade a Cristo por meio de meditações piedosas, santos exercícios e outras obras oportunas.

O ano santo terá início com a solenidade do Santíssimo Coração de Jesus, dia de santificação sacerdotal, quando o Sumo Pontífice celebrará as Vésperas na presença das sagradas relíquias de São João Maria Vianney, levadas a Roma pelo Exmo. Bispo de Belley-Ars. O Santo Padre concluirá também o Ano Sacerdotal, na praça de São Pedro, na presença de sacerdotes provenientes do mundo inteiro, que renovarão a fidelidade a Cristo e o vínculo de fraternidade.

Que os sacerdotes se esforcem, com orações e boas obras, para obter de Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, a graça de resplandecer em Fé, Esperança, Caridade e outras virtudes, e mostrem, com a conduta de vida, mas também com seu aspecto exterior, sua dedicação plena ao bem espiritual do povo, objeto de atenção da Igreja, acima de qualquer outra coisa.

Para obter do melhor modo possível o fim almejado, será muito útil o dom das Santas Indulgências, que a Penitenciaria Apostólica, mediante o presente Decreto, emitido em conformidade com a vontade do Augusto Pontífice, concede benignamente ao longo do Ano Sacerdotal:

 

BOLETIM Nº 0328 – 12.5.2009

 

A. Aos sacerdotes realmente arrependidos, que em qualquer dia rezarem com devoção ao menos as Laudes matutinas ou as Vésperas diante do Santíssimo Sacramento, exposto a adoração pública ou guardado no tabernáculo, e, a exemplo de São João Maria Vianney, se oferecerem com espírito pronto e generoso à celebração dos sacramentos, sobretudo da Confissão, é concedida misericordiosamente, em Deus, a Indulgência Plenária, que poderão aplicar também em sufrágio dos coirmãos defuntos, se, em conformidade com as disposições vigentes, participarem da confissão sacramental e da Ceia Eucarística, e rezarem segundo as intenções do Sumo Pontífice.

Aos sacerdotes é concedida, ainda, a Indulgência Parcial, também aplicável aos coirmãos defuntos, todas as vezes que rezarem com devoção orações devidamente aprovadas, tendo em vista levar uma vida santa e realizar santamente os ofícios que lhes foram confiados.

 

B. A todos os fiéis realmente arrependidos que, na igreja ou numa capela, assistirem com devoção ao divino Sacrifício da Missa e oferecerem, pelos sacerdotes de toda a Igreja, orações a Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, e uma boa obra realizada nesse dia, para que os santifique e os molde segundo Seu Coração, é concedida a Indulgência Plenária, desde que tenham expiado seus pecados com a penitência sacramental e elevado orações pela intenção do Sumo Pontífice: nos dias em que se abre e encerra o Ano Sacerdotal; no dia do 150º aniversário da piedosa passagem para os céus de São João Maria Vianney; na primeira quinta-feira do mês ou em qualquer outro dia estabelecido pelos Ordinários do lugar para a utilidade dos fiéis.

Será muito oportuno que, nas igrejas catedrais e paroquiais, os sacerdotes encarregados da pastoral sejam os mesmos a dirigir publicamente esses exercícios de piedade, celebrar a Santa Missa e confessar os fiéis.

Aos idosos, aos doentes e a todos aqueles que por motivos legítimos não puderem sair de casa, mas tiverem o espírito desapegado de qualquer pecado e a intenção de cumprir, tão logo possível, as três condições habituais, em sua casa ou no local em que o impedimento os detém, será igualmente concedida a Indulgência Plenária, se, nos dias acima determinados, rezarem orações pela santificação dos sacerdotes e oferecerem a Deus com confiança, por meio de Maria, Rainha dos Apóstolos, as doenças e os dissabores de sua vida.

É concedida, enfim, a Indulgência Parcial a todos os fiéis todas as vezes que rezarem devotamente cinco Pai-nossos, ave-marias e glórias, ou outra oração especialmente aprovada, em honra do Sagrado Coração de Jesus, para obter que os sacerdotes se conservem em pureza e santidade de vida.

 

O presente Decreto é válido por toda a duração do Ano Sacerdotal, não obstante qualquer disposição contrária.

Dado em Roma, da sede da Penitenciaria Apostólica, em 25 de abril, festa de São Marcos Evangelista, ano da Encarnação do Senhor de 2009.

 

James Francis Card. Stafford

Penitenciário-Mor

 

Gianfranco Girotti, O.F.M. Conv.

† Bisp. Tit. de Meta, Regente

 

 


 

ANO SACERDOTAL: BISPO EXORTA FIÉIS A REZAREM PELA SANTIDADE DOS SACERDOTES

 

Roma, 14 jun (RÁDIO VATICANO) - Em vista do Ano Sacerdotal, que terá início na próxima sexta-feira, dia 19, o bispo da Diocese de Cremona – norte da Itália – Dom Dante Lafranconi, endereçou uma mensagem "a toda a Igreja diocesana".

Trata-se de uma mensagem na qual o prelado convida "também os leigos e os membros dos Institutos de vida consagrada, sobretudo os doentes, a oferecerem a sua oração e os seus sofrimentos pela santidade dos sacerdotes".

A mensagem, que neste domingo está sendo lida em todas as igrejas da diocese, está publicada no último número do semanário diocesano "La Vita Cattolica".

"O Ano Sacerdotal não diz respeito somente aos sacerdotes, concerne a toda a Igreja, porque é do interesse de todos que os sacerdotes estejam à altura da sua vocação. Por isso, é importante sensibilizar todo o povo de Deus a essa causa" – escreve, entre outras coisas, o bispo Lafranconi.

O prelado recorda que "a primeira urgência não é ter mais sacerdotes, mas ter sacerdotes santos, plenamente apaixonados pelo Senhor e totalmente dedicados à sua causa."

Por isso, para a solenidade do Sagrado Coração (na sexta-feira, dia 19), o bispo de Cremona exorta todas as paróquias de sua diocese a promoverem um momento forte de oração como sinal comum do início do Ano Sacerdotal.

Em seguida, Dom Lafranconi dirige-se aos sacerdotes e aos fiéis: pede aos sacerdotes que sejam "gratos a todas as pessoas que rezam por eles"; e pede aos fiéis que "rezem insistentemente pelos sacerdotes", que em suas dificuldades os ajudem com afeto fraterno colaborando com eles nas múltiplas formas de serviço na Igreja.

 

 

19.junho.2009 - SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORAÇÃO DE JESUS

"As palavras do profetas Isaías "Tirareis água com alegria das fontes da salvação" (Is 12, 3) que abrem a Encíclica com a qual Pio XII recordava o primeiro centenário da extensão a toda a Igreja da Festa do Sagrado Coração de Jesus hoje, cinquenta anos depois, nada perderam do seu significado. Ao promover o culto ao Coração de Jesus, a Encíclica Haurietis aquas exortava os crentes a abrirem-se ao mistério de Deus e do seu amor, deixando-se transformar por ele. Após cinquenta anos permanece uma tarefa sempre atual dos cristãos continuar a aprofundar a sua relação com o Coração de Jesus de maneira a reavivar em si mesmos a fé no amor salvífico de Deus, acolhendo-o cada vez melhor na própria vida.

O lado trespassado do Redentor é a fonte à qual nos envia a Encíclica Haurietis aquas: devemos haurir desta fonte para alcançar o conhecimento verdadeiro de Jesus Cristo e experimentar mais profundamente o seu amor. Poderíamos assim compreender melhor o que significa conhecer em Jesus Cristo o amor de Deus, experimentá-lo mantendo o olhar fixo n'Ele, até viver completamente do seu amor, para depois o poder testemunhar aos outros. De fato, para retomar uma expressão do meu venerado Predecessor João Paulo II, "próximo do coração de Cristo, o coração humano aprende a conhecer o sentido verdadeiro e único da vida e do próprio destino, a compreender o valor de uma vida autenticamente cristã, a prevenir-se de certas perversões do coração, a unir o amor filial a Deus com o amor ao próximo. Assim e é a verdadeira reparação exigida pelo Coração do Salvador sobre as ruínas acumuladas pelo ódio e pela violência, poderá ser edificada a civilização do Coração de Cristo" (Insegnamenti, vol. IX/2, 1986, pág. 843)."

Trecho da CARTA DO PAPA BENTO XVI 
AO PADRE PETER-HANS KOLVENBACH, 
PREPÓSITO-GERAL DA COMPANHIA DE JESUS 
POR OCASIÃO DO 50º ANIVERSÁRIO 
DA ENCÍCLICA "HAURIETIS AQUAS" DO PAPA PIO XII
(15.maio.2006)

 

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